- França celebra o ano Malraux com mais de 130 eventos, exposições e livros para marcar o 50º aniversário da morte do intelectual.
- O programa é promovido pelo Ministério da Cultura, que lançou oficialmente a iniciativa em novembro; o ministro cita a relevância contínua de seu legado.
- André Malraux foi o primeiro ministro da cultura, de 1958 a 1969, sob Charles de Gaulle, e ficou responsável por conceitos como as maisons de la culture e pela proteção do patrimônio cultural.
- A figura de Malraux é amplamente presente no cenário urbano francês, com seu nome em auditórios, bibliotecas, centros culturais e outros espaços públicos.
- O Musée d’art moderne André-Malraux, em Le Havre, anunciará uma reforma de dez meses em suas coleções, alinhando-se à ideia do Musée imaginaire.
France celebra André Malraux, pioneiro intelectual, com mais de 130 atividades neste ano. A iniciativa traz exposições, publicações e eventos para marcar a memória do autor.
O encerramento oficial ocorreu após o anúncio da “année Malraux” pela própria pasta da Cultura. A celebração coincide com o cinquentenário da morte de Malraux, em 1976, em meio a uma agenda de lançamentos e debates.
A presença de Malraux é contínua no cenário urbano francês, com ruas, centros culturais e bibliotecas carregando seu nome. Entre sua obra, destacam-se a criação das maisons de la culture e a proteção legal ao patrimônio.
Fraternidade acima de tudo
Segundo o pesquisador Michaël de Saint-Chéron, a trajetória de Malraux varia entre ativismo, serviço público e atuação cultural, sempre guiada pela ideia de fraternidade. A obra dele é vista como espaço de universalidade humana.
De Saint-Chéron aponta que Malraux permaneceu relevante por defender que a arte não morre e deve ser acessível a todos, ideia que sustentou sua atuação após a Segunda Guerra.
O Museu d’art moderne André-Malmaux, em Le Havre, anunciará uma reforma de 10 meses para redesenhar exibições, movendo-se de uma visão cronológica para uma abordagem temática, ideia defendida por Malraux.
A reforma no museu está alinhada à proposta de Malraux de imaginar museus como instrumentos de educação e circulação de ideias, mantendo o acervo sob uma perspectiva contemporânea.
A coletânea e as divulgações previstas para o ano incluem livros, debates e visitas, consolidando a imagem de Malraux como figura central da política cultural francesa.
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