- A pintura Vision of Zacharias in the Temple (1633), de Rembrandt, foi reatribuída ao artista pelo Rijksmuseum após estudo de dois anos.
- A obra, que havia sido considerada perdida, reapareceu de uma coleção particular.
- A reavaliação utilizou técnicas modernas de varredura e comparação com pigmentos, construção de camadas e datação em painel de madeira, mantendo a assinatura de Rembrandt.
- A obra havia sido descredenciada em 1960, com dúvidas levantadas por Horst Gerson em 1969 e pelo Rembrandt Research Project em 1986.
- O retrato permanecerá em empréstimo de longo prazo ao Rijksmuseum a partir de quarta-feira; os proprietários preferem manter o anonimato.
A Rijksmuseum anunciou a reatribuição de uma pintura bíblica do século XVII a Rembrandt van Rijn. A obra Vision of Zacharias in the Temple, datada de 1633, foi reavaliada após dois anos de estudo e veio de uma coleção privada para o acervo do museu em Amsterdã.
A pintura havia sido desclassificada em 1960, com dúvidas sobre a autoria levantadas por Horst Gerson em 1969 e pelo Rembrandt Research Project em 1986. Técnicas modernas de varredura convenceram o museu de que o trabalho é assinado pelo pintor.
Pesquisadores do Rijksmuseum, Jonathan Bikker e Petria Noble, analisaram o painel ao longo de dois anos, utilizando métodos usados na restauração de The Night Watch. Pigmentos, técnica de camadas e scans macro-XRF indicam semelhanças com obras da época.
Detalhes da avaliação técnica
O estudo mostrou que os pigmentos combinam com outras peças de Rembrandt da mesma era e que a construção da pintura segue o estilo inicial do artista. O painel de madeira foi datado em 1633, conforme a inscrição presente na obra.
A história da obra indica que desapareceu em 1961, quando foi vendida pelo comerciante de arte P. de Boer a um colecionador particular. Anos depois, herdada pelos filhos do proprietário, a tela passou por conservação antes de buscar orientação do Rijksmuseum.
O proprietário permanece anônimo, mas a pintura ficará em empréstimo de longa duração ao museu a partir de hoje, 4 de março. A instituição afirma que a exibição permitirá compreender o desenvolvimento de Rembrandt, ainda jovem, e seu manejo de movimento e de realces dourados.
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