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Entidades de classe criticam busca de Moraes contra jornalista

Entidades de imprensa repudiam busca e apreensão contra jornalista no Maranhão, alertando para risco ao sigilo de fonte e para precedente que compromete o jornalismo

O ministro do STF Alexandre de Moraes, que pediu investigação sobre vazamentos. (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • Entidades de imprensa repudiaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Almeida, em Maranhão, cumprida pela Polícia Federal entre 10 e 12 de março de 2026, após reportagens sobre uso suposto de veículo oficial do TJ-MA pela família do ministro Flávio Dino.
  • A Abraji disse que a medida coloca a categoria em risco, é insuficientemente fundamentada e pode violar o sigilo de fonte, oferecendo apoio ao jornalista.
  • A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) pediu rigor e cautela, destacando proteção constitucional ao jornalismo e às fontes, para evitar impactos na atividade informativa.
  • ABERT, ANER e ANJ manifestaram preocupação com o inquérito das fake news e defenderam a independência editorial, lembrando a proteção do sigilo da fonte e a gravidade de atingir pessoa sem prerrogativa de foro.
  • As entidades reforçaram que medidas invasivas devem respeitar garantias constitucionais e não devem representar retrocesso na liberdade de imprensa e no direito da sociedade à informação.

O STF autorizou busca e apreensão na residência do jornalista maranhense Luís Pablo Almeida, por informações publicadas no Blog do Luís Pablo. A ação, ocorrida entre 4 e 10 de março, investiga suposto uso irregular de veículo oficial do TJ-MA pela família de Flávio Dino. A apreensão atingiu celulares e um notebook do profissional.

Entidades de imprensa criticaram a operação, afirmando que pode criar precedente de intimidação à atividade jornalística e violar o sigilo de fonte. As organizações ressaltam que o jornalismo depende de proteção a fontes e de liberdade de informação.

Para a Abraji, a ação não estaria suficientemente fundamentada e põe em risco toda a classe. A associação aponta que não houve indicação de erro factual nas reportagens e solicita a devolução dos aparelhos preservando dados e fontes.

Repercussões e posicionamentos

A AIR, associação de radiodifusão, destacou que o jornalismo tem proteção constitucional e que medidas contra jornalistas devem seguir rigor e cautela para não restringir a atividade informativa. A entidade citou padrões internacionais de direitos humanos.

AABERT, ANER e ANJ manifestaram preocupação com a ação, ressaltando a proteção ao sigilo da fonte e a independência editorial. As entidades enfatizaram que a medida ocorre no âmbito de investigações sem prerrogativa de foro de terceiros.

Luis Pablo Almeida é jornalista registrado; as entidades exigem revisão da decisão e retorno dos bens sem violar a privacidade de dados. O caso continua sob avaliação das autoridades, com monitoramento das entidades de imprensa.

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