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Na Holanda moderna, morador mantém vivo o traje tradicional holandês

Annie In de Betouw-Kwakman, 85, é uma das últimas a manter o traje diário tradicional de Volendam, símbolo de identidade local prestes a desaparecer

Last person in Volendam to wear traditional clothes in daily life in public
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  • Em Volendam, o traje feminino tradicional, com o capuz pontiagudo chamado hul, é uma das formas mais reconhecíveis de vestuário holandês. A vila fica a 22 quilômetros ao norte de Amsterdã.
  • Fora do setor turístico, ninguém usa publicamente esse traje no dia a dia; Annie In de Betouw-Kwakman, 85 anos, é a exceção.
  • O conjunto diário inclui jaqueta preta, avental, saia longa, colar de coral vermelho e sapatos pretos.
  • Com a expansão do trabalho fora da vila, o traje artesanal tornou-se impraticável e muitas mulheres deixaram de usá-lo.
  • Annie chegou a tentar modernizar para os filhos, recebeu zombaria da vizinhança e teme que a tradição desapareça, ainda que ela sinta liberdade ao usá-la.

O traje feminino de Volendam, com o capuz pontudo conhecido como hul, é uma das formas mais reconhecidas de vestuário tradicional holandês. Quase não se vê mais fora do turismo, exceto em Annie In de Betouw-Kwakman, 85 anos, que mantém a prática.

Historicamente, a roupa indicava a origem de cada pessoa. Segundo a historiadora de moda Birthe Weijkamp, cada vilarejo tinha um visual próprio que revelava pertencimento e identidade. Em Volendam, quase toda a população usava o traje diário até meados do século passado.

A indumentária diária inclui jaqueta preta, echarpe curta, avental, saia longa, colar coral de contas vermelhas e sapatos pretos. Com a expansão do trabalho fora do vilarejo, as roupas, feitas à mão, tornaram-se impraticáveis para a vida moderna.

Volendam frente a frente com a modernidade

Além de Annie, apenas outra mulher mais velha continua a vestir o traje no dia a dia, já sem atividades externas. Annie, ao ter filhos, chegou a tentar adaptar o visual para agradar colegas, mas abandonou a mudança por considerar o estilo incompatível com a realidade escolar.

Annie expressa orgulho pela tradição, lamentando que a prática possa desaparecer com sua partida. Para ela, manter o vestuário representa liberdade, enquanto parte da comunidade opta por alternativas mais simples e funcionais.

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