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Regente da Osesp enfrenta a música de seu tempo sem medo

À frente da Osesp, Fischer abre a temporada de 2026 com a Nona de Beethoven e encara Gruppen de Stockhausen, projetando gravações futuras

Um regente da Osesp sem medo da música de seu tempo
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  • Thierry Fischer é maestro titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e abriu a temporada de 2026 com a Nona Sinfonia de Beethoven.
  • A programação inclui obras de Beethoven, Mahler, Mendelssohn, Stravinsky e György Ligeti, além de estreias brasileiras como a Sinfonia dos Orixás de Almeida Prado e Cânticos da Casa do Sol de Leonardo Martinelli.
  • Fischer está na sexta temporada à frente da Osesp e, pela segunda vez, acumula as funções de maestro principal e diretor artístico, posição antes ocupada por Arthur Nestrovski até 2022.
  • A estreia trouxe Gruppen, de Karlheinz Stockhausen, uma peça com três palcos que busca diálogo entre grupos e cria uma experiência sonora complexa e pouco convencional.
  • O contrato de Fischer com a Osesp foi estendido até 2030, com planos de gravações, incluindo a Segunda Sinfonia de Gustav Mahler e outras obras da programação de 2026.

Thierry Fischer, maestro titular e diretor artístico da Osesp, abriu a temporada 2026 regendo a Nona Sinfonia de Beethoven. A obra, considerada uma das mais perfeitas da música erudita, chegou aos palcos em uma leitura marcada pela comunicação entre orquestra e público.

Nascido na Zâmbia, Fischer cresceu na Costa do Marfim, onde seus pais eram missionários. Ele se tornou regente após uma trajetória como flautista e maestro, passando por grandes formações europeias e por orquestras importantes nos Estados Unidos e na Espanha.

A Temporada da Osesp

Em seu sexto ano na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Fischer acumula as funções de maestro principal e diretor artístico. O programa mistura grandes obras do repertório tradicional com composições brasileiras contemporâneas.

Entre os destaques, há sinfonias de Mendelssohn, obras de Stravinsky e Ligety, além de nomes brasileiros como Almeida Prado e Leonardo Martinelli. O objetivo é oferecer equilíbrio entre referências consagradas e novas vozes nacionais.

Gruppen e o desafio do espaço sonoro

A estreia trouxe o desafio técnico de Gruppen, de Karlheinz Stockhausen, peça para três conjuntos orquestrais em diferentes pontos da sala. O conjunto cria uma experiência em que o diálogo entre as partes se tornou centro da apresentação.

Fischer descreve a obra como uma experiência icônica que exige circulação do som e atenção do público ao andamento de cada grupo. Ele destaca que, apesar do caos aparente, a peça propõe um contínuo diálogo entre as seções.

Trajetória e futuro na Osesp

A carreira de Fischer em instituições de renome incluiu regência em ensembles como a Sinfônica de Utah, a Sinfônica de Boston e a Orquestra de Cleveland. Além da Osesp, ele atua também como maestro da Sinfônica de Castilla y León, na Espanha.

Recentemente, o contrato com a Osesp foi ampliado até 2030. Entre os planos, estão gravações de Mahler 2ª Sinfonia já executada, com projeção de registrar a 4ª e a 7ª sinfonias na temporada 2026.

Em sua visão sobre o cargo, Fischer afirma sentir orgulho da posição e destaca a busca pela excelência dentro e fora dos palcos. Ele expressa satisfação com os próximos anos à frente da Osesp e com a ideia de manter o grupo no caminho da qualidade.

No caminho para o ensaio de Gruppen, Fischer segue à frente de mais uma noite de música desafiadora, mantendo o foco na precisão, na emoção controlada e no diálogo entre os músicos.

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