- Agricultor Sidrônio Moreira encontrou líquido escuro, viscoso e com odor similar ao petróleo ao perfurar dois poços no Sítio Baixa do Juazeiro, zona rural de Tabuleiro do Norte, Ceará.
- Propriedade, herdada do pai e com cerca de 49 hectares, fica a aproximadamente 22 quilômetros do centro de Tabuleiro do Norte; a família afirma não ter interesse em vender.
- A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheu amostras do material nos dois poços e analisa o conteúdo em laboratório.
- A visita de técnicos da ANP ocorreu com apoio da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace), orientando que os poços ficassem isolados durante a investigação.
- Enquanto aguardam os resultados, a família afirma que não pretende perfurar novos poços e menciona temer sair o mesmo líquido, além de depender do desfecho do caso para novas decisões.
O agricultor Sidrônio Moreira encontrou um líquido com características parecidas com petróleo ao perfurar dois poços na zona rural de Tabuleiro do Norte, no Sertão do Ceará, em novembro de 2024. A descoberta levou à interrupção dos trabalhos e abriu investigação sobre a substância.
A família recebeu propostas para vender a propriedade, mas não pretende negociar. Saullo Santiago, filho de Sidrônio, informou que não houve interesse em negócios formais e que as propostas não são oficiais.
A propriedade fica no Sítio Baixa do Juazeiro, cerca de 49 hectares, a aproximadamente 22 quilômetros do centro de Tabuleiro do Norte. Sidrônio herdou o lugar do seu pai, onde vive com a esposa e dois filhos.
Acompanhamento técnico e análises
A ANP recolheu amostras do material encontrado nos dois poços perfurados na propriedade. As amostras foram enviadas para análise em laboratório, com o objetivo de identificar a natureza da substância.
A agência abriu um processo para apurar o caso. Em fevereiro de 2026, a ANP deslocou uma equipe técnica ao local, acompanhada pela Semace, para ouvir a família e coletar informações sobre as perfurações, mantendo os poços isolados.
Nos últimos dias, as chuvas refrescaram o abastecimento de água na área, aliviando parte do impacto local. Enquanto aguardam os resultados das análises, a família afirmou que não planeja perfurar novos poços naquele sítio.
A investigação segue em andamento, com a ANP e a Semace apoiando a apuração sobre a natureza do material e eventual impacto ambiental.
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