- Silvio Santos é o artista que mais desperta orgulho nos brasileiros (7%), liderando entre gerações; Roberto Carlos fica em segundo (6%) e Fernanda Montenegro em terceiro (3%).
- A pesquisa Cultura no Espelho, da Quaest em parceria com a Globo, ouviu quase 10 mil pessoas para mapear identidade cultural.
- Além de Silvio Santos, aparecem TV, cinema e música como referências, com Tony Ramos, Antônio Fagundes, Tarcísio Meira, Marília Mendonça e Luiz Gonzaga entre os citados (cada um com 2%).
- No esporte, Ayrton Senna (22%) e Pelé (21%) somam 43% das menções, com Neymar marcando apenas 5%.
- Também foram citadas outras referências e lacunas: 23% mencionaram nomes fora da lista, 12% não citaram ninguém e 18% não souberam ou não responderam.
Silvio Santos é o artista que mais desperta orgulho nos brasileiros, aponta a pesquisa Cultura no Espelho, da Quaest em parceria com a Globo. O estudo ouviu quase 10 mil pessoas em todo o país para entender a relação do público com a identidade cultural.
O levantamento mostra que o apresentador lidera as menções espontâneas com 7%, seguido por Roberto Carlos (6%) e Fernanda Montenegro (3%). A lista reúne nomes de diferentes áreas e gerações, refletindo a diversidade cultural do Brasil.
A pesquisa analisou gostos, hábitos e crenças, mapeando tensões e contradições na vivência da cultura. A amostra considerou recortes de gênero, renda, escolaridade, religião e faixa etária.
Silvio Santos lidera em diferentes gerações
Silvio Santos é o mais citado entre as três principais gerações da pesquisa: Ordem e Progresso (7%), Redemocratização (9%) e Geração .Com (5%). Entre a geração Bossa Nova, ele aparece em segundo lugar (5%), atrás de Roberto Carlos (13%).
A divisão geracional considera brasileiros nascidos de 1945 a 2009, distribuídos em quatro grupos com contextos históricos distintos.
- Geração Bossa Nova: 1945 a 1964
- Geração Ordem e Progresso: 1965 a 1984
- Geração Redemocratização: 1985 a 1999
- Geração .Com: 2000 a 2009
Além de Silvio Santos e Roberto Carlos, nomes como Tony Ramos, Antônio Fagundes, Tarcísio Meira, Marília Mendonça e Luiz Gonzaga aparecem entre os mais lembrados, com percentuais menores.
A pesquisa aponta ainda que 23% dos entrevistados citaram outros artistas fora da lista principal, 12% não tinham referência e 18% não souberam ou preferiram não responder.
No esporte, ídolos do passado dominam
No esporte, a identificação com ídolos do passado é expressiva: Ayrton Senna aparece com 22% e Pelé com 21%, somando 43% das menções. Neymar, hoje principal nome do futebol brasileiro, soma apenas 5%.
Entre as mulheres, a lembrança é mais fragmentada: Marta aparece com 3%, Rebeca Andrade e Daiane dos Santos, com 2% cada uma. Os percentuais não alcançam os líderes masculinos.
Segundo a pesquisa, há forte memória afetiva ligada a ídolos históricos e sinais de dificuldade de renovação simbólica no esporte. O estudo também aponta questões de visibilidade para as atletas.
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