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Acusação afirma que Monique permitiu tortura no caso Henry Borel

No primeiro dia do júri, acusação afirma que Monique Medeiros permitiu que Jairinho torturasse Henry Borel para manter estilo de vida luxuoso.

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  • O advogado de acusação, Cristiano Medina, afirmou que Monique Medeiros permitiu que Jairinho torturasse Henry Borel em pelo menos três ocasiões em fevereiro de 2021.
  • O julgamento ocorre no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro; os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
  • Medina disse que Monique era sabedora do sofrimento da criança e manipulou familiares e funcionários para manter um estilo de vida luxuoso com o namorado.
  • A defesa de Monique Medeiros sustenta que ela vivia um relacionamento abusivo e também é vítima de Jairinho; já a defesa de Jairinho pediu adiamento e alegou falta de acesso a provas.
  • Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021; o IML apontou 23 lesões, com causa da morte sendo hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, levando à vigência da Lei Henry Borel.

No primeiro dia de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, a assistência de acusação afirma que Monique Medeiros permitiu que Jairinho torturasse Henry Borel em ao menos três momentos em fevereiro de 2021. O acusado é o ex-vereador Jairinho, padrasto da criança assassinado em 8 de março de 2021 no Rio.

Cristiano Medina, advogado da acusação, afirmou que Monique abdicou da proteção materna e manipulou familiares e funcionários para manter um estilo de vida luxuoso ao lado do então namorado. Segundo ele, a mãe tinha conhecimento do sofrimento da criança.

O julgamento reúne Monique Medeiros e Jairinho, que respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Medina disse ainda que pedirá a nomeação da Defensoria Pública caso haja adiamento forçado pela defesa.

A defesa de Monique sustenta que ela vivia um relacionamento abusivo e também é vítima de Jairinho. Já a defesa de Jairinho argumenta que houve falta de acesso a provas e pediu o adiamento para que o júri compreenda melhor os laudos médicos.

Aspectos do caso

Henry Borel, aos 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca, no Rio. Inicialmente, o casal afirmou acidente doméstico, mas o laudo do IML identificou 23 lesões e classificou a causa como hemorragia interna com laceração hepática por agressão.

Polícia Civil, com apoio de tecnologia para recuperar mensagens apagadas, indicou que a criança vivia rotina de agressões praticadas pelo padrasto, com conhecimento da mãe. O caso motivou a criação da Lei Henry Borel, que tornou o homicídio de menores de 14 anos crime hediondo.

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