- Um cirurgião plástico foi preso em São Paulo suspeito de aplicar silicone industrial em pacientes em uma clínica clandestina.
- O produto químico utilizado é de alta toxicidade e pode causar danos graves à saúde ou morte.
- A prisão ocorreu após denúncias de vítimas; a operação contou com o apoio do Cremesp e do Ministério Público Estadual.
- Foram apreendidos materiais usados na prática ilegal e amostras do silicone industrial; o profissional será indiciado por crimes contra a saúde pública e exercício ilegal da medicina.
- A investigação continua para identificar todas as vítimas; órgão orienta que vítimas procurem a delegacia ou o site da Polícia Civil de São Paulo.
Um cirurgião plástico foi preso na sexta-feira, 24 de março de 2026, suspeito de aplicar silicone industrial em mulheres em uma clínica clandestina na cidade de São Paulo. A operação ocorreu após denúncias de pacientes com complicações decorrentes dos procedimentos, segundo a Polícia Civil.
De acordo com as investigações, o profissional utilizava um produto químico de alta toxicidade, capaz de causar danos graves à saúde e até levar à morte. Durante a ação, agentes apreenderam materiais usados na prática ilegal e amostras do silicone industrial aplicado nas pacientes. O suspeito foi conduzido à delegacia.
A Polícia Civil informou que ele pode ser indiciado por crimes contra a saúde pública e exercício ilegal da medicina. Caso haja morte de paciente decorrente do procedimento, o delegado afirmou que pode haver enquadramento por homicídio doloso. A investigação busca identificar todas as vítimas e eventuais responsáveis.
Ação e participação institucional
O Cremesp destacou a importância de buscar profissionais habilitados e certificados para procedimentos estéticos e cirúrgicos, alertando para os riscos de práticas clandestinas e de produtos de origem duvidosa. A polícia orienta que vítimas ou testemunhas procurem a delegacia mais próxima ou registrem denúncia pelo site da Polícia Civil de São Paulo.
Orientação à população e próximos passos
A investigação continua para esclarecer o alcance da prática ilegal e a identificação de outras pessoas envolvidas. As autoridades ressaltam a necessidade de denunciarem qualquer indício relacionado ao caso, a fim de assegurar apuração adequada e proteção à saúde pública.
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