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Goleiro Bruno continua foragido após Justiça do RJ negar recurso da defesa

Goleiro Bruno continua foragido após decisão da Vara de Execuções Penais, que negou embargos e revogou a liberdade condicional por viagem sem autorização ao Acre

Ex-goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça após perder liberdade.
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  • O juiz da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro negou embargos de declaração da defesa e manteve Bruno Fernandes foragido, após entender descumprimento de condição da liberdade condicional.
  • O mandado de prisão foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado no dia cinco de março.
  • Bruno deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização, deslocando-se ao Acre no dia quinze de fevereiro, quatro dias após obter o livramento condicional.
  • O ex-jogador reforçou o Vasco-AC no Acre e foi regularizado no Boletim Informativo Diário da Confederação Brasileira de Futebol três dias depois.
  • A Polícia Civil incluiu a foto dele no cartaz de procurados no dia treze de março.

O goleiro Bruno Fernandes continua foragido após a Justiça do Rio de Janeiro negar embargos de declaração opostos pela defesa. A decisão manteve o mandado de prisão, expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio, por descumprimento de condições da liberdade condicional.

Conforme o processo, Bruno deixou o Rio sem autorização e viajou ao Acre no dia 15 de fevereiro, apenas quatro dias após obter o livramento condicional. A ordem para retornar ao sistema prisional foi mantida pela Justiça.

O deslocamento ocorreu durante a retomada da carreira do ex-jogador, que reforçou o Vasco-AC ao chegar ao Acre. Três dias depois, ele foi regularizado no BID da CBF. Em 13 de março, a Polícia Civil divulgou seu cartaz de procurado.

Contexto e implicações legais

O livramento condicional, previsto no Artigo 83 do Código Penal, é a fase final do cumprimento da pena em regime semiaberto. O benefício pode ser revogado por descumprimento de condições, o que impede a contagem do tempo de soltura como pena cumprida.

A decisão que revogou o benefício aponta o deslocamento sem autorização como violação das regras impostas. O mandado de prisão tem validade de 16 anos e segue ativo até eventual decisão em caráter definitivo.

Histórico do caso

O caso envolve a morte de Eliza Samudio, ocorrida em 2010, com Bruno condenado a 20 anos de prisão por homicídio. Eliza manteve relação com o goleiro, que não reconheceu a paternidade da criança que nasceu em 2010. O crime gerou ampla repercussão no país.

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