- O cantor João Lima, também identificado como John Kennedy Martins Figueiredo Lima, tornou-se réu por tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, a médica Raphaella Brilhante, conforme denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
- Além da tentativa de feminicídio, ele responderá por estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica; o processo foi encaminhado a uma das Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri de João Pessoa.
- O réu permanece preso preventivamente desde o dia vinte e cinco de janeiro, após a vítima registrar a denúncia na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam); o cantor foi prontamente encaminhado ao Presídio do Róger.
- A defesa chegou a solicitar habeas corpus para que ele respondesse em liberdade, mas o Ministério Público se manifestou contra, alegando necessidade de manutenção da prisão para preservar a ordem pública e a proteção da vítima.
- A investigação ganhou notoriedade após viralizarem vídeos que mostram agressões contra a vítima; a Justiça também concedeu medidas protetivas de urgência em favor de Raphaella Brilhante, que relatou um ciclo de violência durante o relacionamento e o casamento.
O cantor John Kennedy Martins Figueiredo Lima, conhecido como João Lima, virou réu na Paraíba por tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, a médica Raphaella Brilhante. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e recebida pela Justiça, abrindo a fase de instrução criminal. O caso foi divulgado pelo MPPB nesta quarta-feira, 25.
Além da tentativa de feminicídio, o réu responde por estupro, lesão corporal em contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica. A denúncia foi oferecida pelo promotor Ailton Nunes Melo Filho, da Promotoria de Cabedelo, inicialmente recebida pela juíza Graziela Queiroga, da 1ª Vara Mista.
Com mudanças de competência definidas pelo TJ da Paraíba e pelo Ministério Público, o processo foi encaminhado a uma das Varas Metropolitanas do Tribunal do Júri de João Pessoa. O cantor permanece preso preventivamente desde 25 de janeiro, após a denúncia da vítima na Deam, no Centro de João Pessoa, no dia 24 de janeiro.
A defesa chegou a pedir habeas corpus para que João Lima respondesse em liberdade, mas o Ministério Público se posicionou contrariamente, defendendo a manutenção da prisão para garantir a ordem pública e a proteção da vítima. A decisão sobre a manutenção da custódia continua sob análise.
Status do processo e medidas protetivas
A investigação teve início com a divulgação de vídeos que mostram agressões contra Raphaella Brilhante. Nas imagens, o cantor aparece segurando a vítima, desferindo tapas e imobilizando-a com força. Em seguida, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
Raphaella relatou, em depoimento, um relacionamento de cerca de dois anos com o cantor, que passou a vivenciar um ciclo de violência após o casamento realizado no ano passado. A defesa afirmou repudiar o vazamento de informações do processo, que tramita sob segredo de Justiça, em nota enviada à imprensa.
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