- O Ministério Público Federal denunciou, no Pará, integrantes de um esquema que produzia, vendia e compartilhava vídeos de extrema crueldade contra animais, muitas vezes sob encomenda de clientes estrangeiros.
- Clientes internacionais pagavam em dólar ou euro; os criminosos usavam linguagem cifrada e operavam via plataformas digitais e transferências financeiras, incluindo pix.
- Na Operação Bestia, realizada em novembro de 2025, foram encontrados vídeos inéditos, objetos usados nas gravações e roupas idênticas; a perícia confirmou a identidade dos denunciados.
- Uma das pessoas está presa; a outra teve prisão preventiva decretada e é considerada foragida. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos, com atuação internacional.
- O MPF denunciou por maus-tratos a animais com agravantes, associação criminosa e pediu indenização por danos morais coletivos, sem acordo de não persecução penal devido à gravidade dos crimes.
O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal no Pará integrantes de um esquema criminoso responsável por produzir, vender e compartilhar vídeos de extrema crueldade contra animais. As investigações apontam que os abusos eram planejados e, em muitos casos, encomendados por clientes internacionais. As transações ocorriam em dólar e euro, com uso de plataformas digitais e operações financeiras, incluindo pix.
O caso teve início após denúncia de uma organização internacional da Bulgária. A PF instaurou a investigação e rastreou transações e dados digitais, conectando conteúdos a endereços no Brasil. A atuação apresentava uma estrutura organizada voltada a clientes estrangeiros.
Provas e desdobramentos
Durante a Operação Bestia, em novembro de 2025, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Foram encontrados dispositivos com vídeos inéditos, instrumentos usados nas gravações e roupas idênticas às utilizadas.
A perícia técnica, com reconhecimento facial, confirmou a identidade dos denunciados. Uma pessoa está presa; outra teve prisão preventiva decretada e é considerada foragida. Investigações seguem para mapear novos envolvidos, com atuação possivelmente internacional.
Crimes e pedidos à Justiça
O MPF denunciou por maus-tratos a animais, com agravantes quando há morte, e por associação criminosa. Não houve acordo de não persecução penal, diante da gravidade dos fatos. O órgão também requereu indenização por danos morais coletivos, pela violação aos valores de proteção à fauna e à ética social.
Entre na conversa da comunidade