- A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a operação Dublê, com dez mandados de busca e apreensão em São Paulo (Valinhos, Caraguatatuba), Ponta Grossa (Paraná) e Viçosa (Minas Gerais).
- Ao menos sete suspeitos usaram o nome da rede Havan para desviar R$ 576 mil em um único dia.
- Os criminosos teriam aberto uma conta em nome da Havan junto a uma plataforma de pagamentos, usando dados da empresa sem autorização dos representantes legais.
- A Havan divulgou nota dizendo que não realiza investimentos, nem solicita depósitos ou cartões virtuais, pedindo desconfiança a propostas desse tipo.
- A investigação aponta prática de lavagem de dinheiro, com divisão de valores, transferências a terceiros e uso de empresas para dissimular a origem dos recursos; os suspeitos podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou nesta quinta-feira a Operação Dublê para reprimir uma organização criminosa que atuava em fraudes e lavagem de dinheiro. Ao menos sete suspeitos usaram o nome da Havan para desviar cerca de 576 mil reais em um único dia.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Valinhos e Caraguatatuba, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Viçosa, em Minas Gerais. A ação contou com o apoio das polícias civis dos estados envolvidos.
Segundo as investigações, os criminosos abriram uma conta empresarial em nome da Havan em uma plataforma de pagamentos, usando dados da empresa sem autorização dos representantes legais. A rede catarinense afirmou que não realiza investimentos, nem solicita depósitos ou cartões virtuais.
Desdobramentos da operação
A análise aponta uso de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como parcelamento de valores, transferências repetidas a terceiros e dispersão de capital entre diversos investigados. No dia 14 de agosto do ano passado, a conta fraudulenta teria recebido mais de meio milhão de reais de vítimas de golpes em diferentes estados.
A polícia informou que a ação visa recolher dispositivos, documentos e demais materiais para esclarecer o esquema. Os suspeitos podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.
Entre na conversa da comunidade