- O Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle do Chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul, em parcela única.
- Os recursos serão transferidos do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal para ampliar vigilância, combate ao Aedes aegypti e suporte às equipes de atendimento.
- A medida integra ações como instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) para reduzir criadouros do mosquito.
- Agentes municipais passaram por capacitação com técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses para uso de novas tecnologias de controle vetorial.
- A Força Nacional do SUS atua em Dourados desde 18 de março, com 34 profissionais mobilizados, e a avaliação inclui busca ativa em aldeias Jaguapiru e Bororó, com 106 atendimentos domiciliares.
O Ministério da Saúde liberou 900 mil reais em aporte emergencial para ações de vigilância, assistência e controle do Chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O recurso será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal.
O objetivo é intensificar estratégias de vigilância em saúde, combater o mosquito Aedes aegypti e qualificar a assistência às equipes de atendimento. A medida se soma a ações já em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs).
A operação envolve capacitação de agentes municipais por técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses. Também ocorre busca ativa em territórios indígenas com apoio da Força Nacional do SUS e da Sesai, com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.
Força-tarefa e desdobramentos
Na última semana, o Ministério instalou uma sala de situação para coordenar as ações federais contra o Chikungunya, com previsão de levar a estrutura ao território. A ideia é ampliar a integração entre áreas técnicas, gestores e órgãos públicos.
Desde março, equipes de saúde e endemias visitaram mais de 2,2 mil residências na região. Mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas estão entre as ações em andamento. O ministério também autorizou, em caráter emergencial, a contratação de 20 agentes de combate a endemias.
Contexto e cenário epidemiológico
Desde 18 de março, a Força Nacional do SUS atua no município, em parceria com equipes locais. Atualmente, 34 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos, apoiam as áreas mais afetadas. O alerta epidemiológico partiu do Distrito Sanitário Especial Indígena de MS, diante do aumento de arboviroses.
A chikungunya é transmitida pelo Aedes, principalmente na sua forma vetor. O vírus chegou às Américas em 2013, provocando surtos na região. Em 2023, houve dispersão territorial significativa no Sudeste, com impactos relevantes para a saúde pública.
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