- Mais de seiscentos vinhos foram provados na prova em garrafa de Bordeaux 2023, em um período de dois meses, com a tendência geral de melhoria em garrafa em relação ao en primeur.
- Em relação aos escores, 110 vinhos ganharam um ponto, 66 subiram dois pontos, 19 subiram três pontos e apenas 25 foram downgrades; a maioria manteve o resultado.
- Entre os First Growths, Margaux, Lafite Rothschild, Latour e Haut‑Brion atingiram 99 pontos, com ganhos de um ponto, e Mouton Rothschild manteve 98; Palmer subiu dois pontos para 99.
- No Right Bank, Cheval Blanc e L’Eglise Clinet chegaram a 99 pontos, com potencial de 100, além de Figeac em 98 e Petrus estável em 98.
- Destaques de brancos secos e doces aparecem com Smith Haut Lafitte Blanc, Haut‑Brion Blanc e La Mission Haut‑Brion Blanc entre os 97 pontos, e várias opções de segunda linha e vinhos de bom custo‑benefício aparecem como opções de compra/guardança.
Os tastings de Bordeaux em garrafa já são um dos destaques do ano, com mais de 600 notas registradas em dois meses. Georgie Hindle avaliou grandes vinhos, buscando evolução desde En Primeur até a prova em botella.
A análise mostra que 110 vinhos ganharam 1 ponto, 66 subiram 2 pontos e 19 subiram 3 pontos. Apenas 25 tiveram downgrade; o restante manteve a nota. A tendência aponta para maior harmonia em garrafa.
No geral, os 2023 aparecem mais harmoniosos na prova em garrafa, com polimento, carne e acabamento mais acessível. O conjunto tende a agradar tanto quem compra por prazer quanto quem busca guarda de médio prazo.
First Growths: equilíbrio entre os dois lados do Sena
Château Margaux, Lafite Rothschild, Latour, Haut-Brion e Mouton Rothschild mostraram performance sólida ou superior em garrafa. Margaux subiu para 99, Lafite ganhou 1 ponto, Latour e Haut‑Brion também subiram, mantendo o premier cru classe.
Palmer, embora não seja primeiro, subiu 2 pontos para 99, destacando-se entre as opções de alto nível. No Right Bank, Cheval Blanc e L’Eglise Clinet evoluíram para 99, sinalizando potencial de 100 pontos no futuro.
Destaques por região e perfil
Habilidade em garrafa elevou muitos vinhos além do esperado, reforçando a importância do tempo de envelhecimento. Cheval Blanc exibe notas herbais, florais e frutais com integração impecável; L’Eglise Clinet impressiona pela estrutura e concentração.
Petrus manteve 98 pontos, oferecendo suavidade e charme. Figeac avançou para 98 com perfil vivo e brilhante; Ausone subiu para 97, com perfume e vitalidade já perceptíveis.
Brancos secos, dourados e doces
Os brancos secos mostram virtuosidade, com Sauvignon Blanc em destaque pela vivacidade, cítricos e acidez. Smith Haut Lafitte Blanc, Haut-Brion Blanc e La Mission Haut-Brion Blanc obtiveram 97 pontos, evidenciando peso e mineralidade.
Entre os doces, Sauternes e Barsac mantêm equilíbrio entre concentração e frescor. Coutet chegou a 97 com energia, Sigalas Rabaud recebeu 95 pela expressividade e equilíbrio de mel e florais.
Segundas vinhas e outras surpresas
Vários segundos vinham com excelente relação de preço e qualidade, como Dame de Trottevielle e Dame de Montrose, entre outros. Orquestrados com rigor, esses rótulos se destacam pela fruta e approachability.
Entre os valores de Pétalhos, nomes como Laroque, Grand Village, La Patache e Les Cruzelles aparecem como opções viáveis para quem busca relação custo/benefício.
Brancos de corte e vinhos de conversa
Várias opções de custo menor permanecem atrativas, com foco em frescor, acabamento e pureza de fruta. A lista de standouts valor revela opções acessíveis com boa estrutura para consumo em curto a médio prazo.
Entre as notas brancas, Pichon Longueville Comtesse de Lalande aparece em 98, destacando equilíbrio entre taninos, fruta e delicateza, ao lado de outras safras de referência no Douro, I mean Bordeaux.
Conclusão jornalística
A safra 2023 demonstra retenção de qualidade e ganho de polimento na garrafa, com várias top wines evoluindo desde o En Primeur. O conjunto oferece opções para consumo imediato, guarda ou investimento moderado, mantendo o apelo da colocação Bordeaux.
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