- O Ministério da Justiça anunciou a segunda fase do programa Celular Seguro, visando recuperar cerca de um milhão de celulares roubados ou furtados no Brasil a partir de 2022.
- A operação envolve acessar dados de celulares roubados/furtados, criar um banco de dados e enviar mensagens determinando que o aparelho seja levado a uma delegacia.
- Quem devolver o celular não responderá por receptação; quem mantiver o aparelho pode ser responsabilizado.
- O ministério vai solicitar boletins de ocorrência de furto/roubo a 26 estados e ao Distrito Federal, desde 2022, para compor o banco de dados.
- A expectativa é que as mensagens comecem a ser enviadas a partir de maio; estima-se que cerca de cinco milhões de aparelhos tenham sido roubados ou furtados no período, mas apenas about um milhão devem ser recuperáveis devido à falta de informações como o IMEI.
O Ministério da Justiça anunciou nesta segunda-feira (30) a entrada em uma nova fase do programa Celular Seguro, que prevê recuperar cerca de 1 milhão de celulares roubados ou furtados no Brasil desde 2022. A iniciativa envolve o acesso a dados de aparelhos e o envio de mensagens orientando a entrega do equipamento a uma delegacia.
A ideia é reunir informações de boletins de ocorrência de furto e roubo desde 2022, com a criação de um banco de dados único. A partir dele, serão enviadas mensagens aos proprietários em posse dos aparelhos, informando sobre o registro de furto ou roubo e a necessidade de levar o celular a uma delegacia.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a estimativa é de que cerca de cinco milhões de celulares tenham sido roubados ou furtados no período. No entanto, muitos BOs não contêm dados suficientes, como o IMEI, o que motiva a expectativa de recuperar aproximadamente 1 milhão de aparelhos.
A depender das informações disponíveis, o ministério pretende viabilizar o esforço de localização e recuperação. A fase atual envolve o contato com os 26 estados e o Distrito Federal para obtenção dos boletins de ocorrência correspondentes aos casos desde 2022.
A partir de maio, deverá ocorrer o disparo das mensagens para os aparelhos cadastrados no banco de dados. A ação busca facilitar a devolução dos dispositivos às delegacias competentes e desestimular a prática de receptação.
Como funciona a nova etapa
Com os BOs reunidos, o Ministério da Justiça cria um repositório único com dados dos celulares. Em seguida, são enviadas mensagens de texto aos proprietários informando o histórico de furto ou roubo e instruções de entrega.
Caso o aparelho permaneça com o comprador ou possuidor, a legislação brasileira prevê responsabilização por receptação, conforme o caso. A dinâmica visa ampliar a recuperação de dispositivos e reduzir a circulação de aparelhos roubados no mercado.
Detalhes operacionais e foco técnico
A iniciativa enfatiza a necessidade de dados completos, especialmente o IMEI, para identificar cada dispositivo com precisão. A medida depende da cooperação dos estados e do Distrito Federal para fornecer boletins compatíveis com o protocolo do programa.
A expectativa é que o programa contribua para a recuperação de aparelhos com maior eficiência, utilizando a base de dados consolidada e a comunicação por mensagens diretas. A divulgação formal das etapas ressalta o caráter institucional e técnico da ação.
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