- Em Salvador, Bahia, dois crimes foram planejados e ordenados por criminosos de dentro de penitenciárias em menos de um mês.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública informa que foram apreendidos sete mil quinhentos e quarenta e dois celulares em presídios brasileiros desde 2023.
- Um preso, Pedro Vitor Lima Sena Júnior, teria dado a ordem para o sequestro de três mulheres da mesma família, mantendo-as reféns por quinze horas no estacionamento de um shopping.
- A morte de uma estudante de quatorze anos ocorreu após uma ordem vinda de dentro da prisão; o corpo foi encontrado uma semana depois.
- Na Bahia, dezessete das vinte e cinco unidades prisionais possuem scanner corporal, além de detectores de metais; autoridades defendem investigações para identificar quem facilita a entrada dos aparelhos.
Em menos de um mês, dois crimes foram planejados por criminosos que operavam de dentro de penitenciárias em Salvador, BA. O Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta que, em 2023 até o momento, mais de 7.500 celulares foram apreendidos em presídios no Brasil.
No primeiro caso, Pedro Vitor Lima Sena Júnior, atualmente preso, teria dado ordem para o sequestro de três mulheres da mesma família. Elas foram rendidas no estacionamento de um shopping local e mantidas como reféns por cerca de 15 horas.
O segundo crime envolveu Davi de Jesus Ferreira, preso desde fevereiro. Ele supostamente ordenou o homicídio de uma estudante de 14 anos, após suspeitar que a vítima teria denunciado violência contra uma vizinha.
Falhas e medidas de segurança
O Ministério da Justiça monitora falhas no sistema prisional que facilitariam o uso de celulares nas celas. Entre 2023 e agora, 7.542 aparelhos foram apreendidos.
Na Bahia, 17 das 25 unidades prisionais contam com scanner corporal e detectores de metais. Especialistas cobram investigações para identificar quem facilita a entrada desses aparelhos nas prisões.
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