- Em 2025, o número de passageiros de ônibus em São Paulo caiu de 7,13 milhões (em 2024) para 7,05 milhões, segundo a SPTrans.
- O transporte individual avança, com motocicletas e, principalmente, bicicletas ganhando espaço no dia a dia.
- O município não acompanhou essa tendência, apresentando problemas estruturais nas ciclovias e ocorrências envolvendo ciclistas.
- A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas registrou aumento de 15% nos sinistros envolvendo ciclistas em janeiro, em relação a janeiro de 2024.
- Especialista da Escola Politécnica da USP aponta fatores como largura das vias, pistas escorregadias, buracos e falta de limpeza como contribuintes para os impactos.
Segundo dados divulgados pela SPTrans, 2025 registrou uma queda no número de passageiros de ônibus em São Paulo em relação a 2024. A média caiu de 7,13 milhões para 7,05 milhões de usuários por dia.
A cidade tem mostrado mudança no perfil de deslocamento, com maior adesão a opções como motocicletas e bicicletas, especialmente em curtas distâncias. No entanto, a evolução não acompanha o ritmo da demanda por mobilidade sustentável.
Aumento de sinistros envolvendo ciclistas
A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas aponta crescimento de 15% nas ocorrências de sinistros em janeiro deste ano, frente ao mesmo mês de 2024. Especialistas destacam problemas estruturais nas ciclovias como gatilho.
Segundo Mateus Humberto, da Poli USP, a largura das vias, pistas escorregadias, buracos e a limpeza inadequada ajudam a elevar o risco. Infraestrutura deficiente é apontada como entrave para o uso seguro das bicicletas.
Desdobramentos e contexto
Especialistas ressaltam que o aumento dos sinistros ocorre em meio a uma expansão recente do uso de bicicletas na cidade. A prefeitura tem enfrentado desafio para adaptar a rede de ciclovias ao crescimento da demanda.
Pesquisas sugerem necessidade de padrões mais rígidos de manutenção, sinalização adequada e repensar a geometria das vias para facilitar a circulação de ciclistas. A segurança passa a ser tema central para gestores e usuários.
O que tem sido feito na prática
Autoridades locais indicam ações de melhoria em pontos críticos, com reparos de pavimento e adequação de calçadas. Projetos de retrofit buscam ampliar faixas de ciclovia e melhorar travessias de vias de tráfego intenso.
A comunidade acadêmica acompanha as iniciativas e reforça a importância de estudos de tráfego para orientar intervenções. A expectativa é reduzir incidentes e incentivar o uso seguro da bicicleta na cidade.
Próximos passos
Especialistas recomendam monitoramento contínuo de números de sinistros e avaliação de impactos das obras. A comunicação entre prefeitura, operadoras de transporte e ciclistas deve ficar mais integrada para ajustes contínuos.
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