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Polícia Militar aposenta tenente-coronel suspeito de feminicídio

PM aposenta com salário integral o tenente-coronel preso por feminicídio; transferência para reserva ocorre sob critérios proporcionais e pode resultar em demissão

A policial militar Gisele Alves Santana morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite
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  • A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente desde 18 de março, suspeito de matar a esposa Gisele Alves Santana.
  • A transferência para a reserva ocorreu nesta quinta-feira, 2 abr. 2026, a pedido do próprio oficial, com base em critérios proporcionais de idade; o último salário bruto era superior a R$ 28.000 e o benefício deve ficar próximo de R$ 20.000.
  • A Secretaria de Segurança Pública autorizou a instauração de um conselho de justificação que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente; o processo segue mesmo após a passagem à reserva.
  • O inquérito policial militar sobre a morte de Gisele Santana está na fase final e será encaminhado à Justiça; o tenente-coronel permanece preso preventivamente. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão cumprido.
  • A investigação aponta que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça e há lesões no rosto e pescoço de Gisele, além de indicativos de agressão, imobilização e manipulação da cena, com contradições no relato do oficial.

A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, e inclui a transferência do oficial para a reserva da corporação. Geraldo Leite tem 53 anos e permanece detido desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.

A retirada do posto foi solicitada pelo próprio tenente-coronel, com base em critérios proporcionais de idade previstos na legislação. O benefício, calculado pela legislação de seguridade, deve ficar próximo de R$ 20 mil após aplicação da proporcionalidade, mesmo que o último salário bruto tenha ultrapassado R$ 28 mil.

O secretário de Segurança Pública informou que foi autorizado um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução segue vigente, mesmo após a transferência para a reserva.

Investigação e encaminhamentos

O inquérito policial militar que apura a morte de Gisele Santana está em fase final e será encaminhado à Justiça. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão cumprido.

Caso e perícias

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. A investigação aponta feminicídio qualificado e fraude processual, após análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos. O disparo foi registrado com a arma encostada na cabeça, traço incompatível com um disparo feito pela vítima.

Peritos indicaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, sugerindo agressão e imobilização antes do óbito. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.

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