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A história da Grande Exposição de Londres pela visão de artistas

Exposição de 1851 moldou o V&A; livro analisa fontes visuais para reavaliar Albert, Albertopolis e o legado educativo associado

Edmund Walker’s watercolour A View of Crystal Palace in Hyde Park (1850) which is in the V&A, a museum that was founded with the profits from the Great Exhibition
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  • A Exposição de 1851, em Hyde Park, está ligada à criação do Museu V&A e é o foco de um novo livro de Julius Bryant, que enfatiza as fontes visuais da mostra.
  • O livro analisa pinturas, gravuras, periódicos e fotografias, questionando a evidência visual em vez de apenas o significado social do evento.
  • A produção reuniu 13.937 expositores, com metade do espaço dedicado à manufatura britânica e o resto para países estrangeiros; a construção do palácio começou em janeiro de 1850 e abriu em maio de 1851.
  • O acervo da National Art Library do V&A reúne material extraordinário sobre a Exposição, incluindo itens de Charles Wentworth Dilke, que catalogou tudo que encontrou durante o evento.
  • Entre os destaques, figura a obra de David Roberts, o panorama de cinco pés de largura Inauguração da Grande Exposição (1852), e a ideia de Albertopolis — um polo educacional em South Kensington que nasceu com os lucros excedentes da exposição.

O Great Exhibition, realizado em Hyde Park em 1851, é apresentado nesta obra como parte da história da criação do Victoria and Albert Museum (V&A). O livro de Julius Bryant adota uma nova abordagem ao focalizar as fontes visuais que ilustraram o evento, como pinturas, gravuras, periódicos e fotografias, em vez de analisar apenas seu impacto social.

A pesquisa utiliza a extensa Coleção Nacional de Arte do V&A para explorar as evidências visuais do projeto, questionando o que essas imagens revelam sobre a exibição e o período. O objetivo é reavaliar a visão do público sobre a Exposição, destacando o papel da indústria britânica e de iniciativas individuais na melhoria do gosto.

Novo olhar sobre as fontes

O Volume 4 traça a evolução do projeto desde feiras de comércio do século 18 até a Royal Commission for the Exhibition of 1851, criada em 1850 com o príncipe Alberto à frente. O livro ressalta a contribuição de Albert frente a outros nomes, como Henry Cole, marcado como “o grande expositor”.

Os protagonistas eram jovens: Alberto tinha 30 anos, Wyatt, 29, e Playfair, 31. A construção da estrutura ocorreu em tempo recorde, iniciando em 20 de janeiro de 1850 e abrindo ao público em 5 de maio de 1851. A organização reuniu 13.937 expositores, com metade do espaço dedicado à manufatura britânica.

O acervo do V&A, catalogado na bibliografia de Helen Pye-Smith, The Great Exhibition in Print (1998), inclui itens de Dilke, que compilou materiais diversos durante a exposição. Esses itens, muitas vezes menores, completam o retrato além do registro oficial.

David Roberts é destacado pela panorâmica Inauguration of the Great Exhibition (1852), de cinco pés de largura, retratando o transepto com Albert lendo o relatório aos olhos da rainha Victoria, diante de cerca de 25 mil espectadores. Um plano impresso no arquivo de Dilke antecipa uma visita virtual ao edifício, apresentada em capítulos subsequentes.

Em seguida, o caminho segue pelos grandes volumes de exibição: esculturas e objetos decorativos aparecem como parte da mostra de indústria, somando mais de 235 esculturas, a maior exibição dessa arte na época. As “Visões Abrangentes” mostram visitantes em momentos de tranquilidade, ainda que, na prática, milhões circularam pelo espaço.

Legado e continuidade

Antes do encerramento, Albert propôs que o excedente de lucros fosse investido na educação, dando origem ao Albertopolis em South Kensington. O conjunto de instituições desenvolvidas incluiu museus, universidades e espaços culturais, entre eles o Natural History Museum e o que hoje é o V&A, além do Royal Albert Hall.

Albert faleceu em 1861, e a expectativa de uma nova Exposição Internacional em 1862 continuou sob o signo de luto. O texto ressalta que a mudança de posição britânica no cenário global é tão significativa quanto o impacto direto das obras e do mobiliário exposto naquela época.

O livro, The Great Exhibition in Art: Picturing the First World’s Fair, 1851, de Julius Bryant, foi publicado pela Lund Humphries/V&A Publishing em 2025, com 160 páginas e 150 ilustrações. A obra presta homenagem póstuma a Charlotte Gere, especialista em arte vitoriana.

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