- Três homens foram presos em São Paulo suspeitos de participação em golpe da falsa central telefônica que mira pessoas idosas.
- A central clandestina funcionava em uma casa na zona norte da capital, onde a linha telefônica ficava ativa para transferir chamadas a outros integrantes.
- O golpe orientava as vítimas a desligarem e ligarem para o número do cartão, mas a ligação permanecia ativa e os dados eram roubados por integrantes do grupo.
- A polícia informou que o esquema usava um programa de computador instalado em um equipamento apreendido e que os suspeitos compravam bancos de dados ilegais com informações como perfis, números de cartão e histórico de golpes.
- O caso envolve cinco investigados, três deles presos por estelionato, com prejuízo que já se aproxima de R$ 1 milhão; a investigação teve início após denúncia de uma vítima do Distrito Federal.
Três homens foram presos em São Paulo suspeitos de participar do golpe da falsa central telefônica. Eles ligavam para idosos, comunicavam compras não realizadas e induziam as vítimas a retornar a ligação para o banco. A central clandestina funcionava em uma casa na zona norte da capital, conforme a investigação.
O grupo mantinha a linha telefônica ativa e transferia a chamada para outro integrante durante o golpe, enquanto simulavam atendimento de banco para obter dados sensíveis. Um dos aparelhos apreendidos revelaria o uso de um programa de computador para facilitar a fraude.
Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava bancos de dados ilegais com informações de vítimas, incluindo dados de cartão de crédito e perfil socioeconômico, obtidos por vazamentos. Dos cinco investigados, três foram presos por estelionato; as vítimas são maiores de 60 anos e o prejuízo já se aproxima de R$ 1 milhão.
A investigação teve início após uma denúncia no Distrito Federal sobre uma transferência indevida de R$ 13 mil. A recomendação da polícia é buscar atendimento presencial no gerente da agência ao receber telefonemas suspeitos.
Investigações e desdobramentos
A polícia segue apurando o número de vítimas e o funcionamento exato da central. As apurações continuam para identificar a cadeia de pagamentos e quem recebia os valores desviados. As informações oficiais apontam para a atuação coordenada do grupo.
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