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Maré recebe obras de esgoto, mas drenagem e lixo seguem como desafio

Águas do Rio investe R$ 120 milhões para ampliar rede de esgoto na Maré, com 18 quilômetros de tubulação em dois anos, visando reduzir despejo irregular e alagamentos

Rio de Janeiro (RJ), 01/04/2026 - Funcionários da Águas do Rio trabalham em obra de infraestrutura de tratamento de esgoto na comunidade Parque Rubens Vaz. Saneamento básico em localidades do Complexo da Maré. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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  • A Águas do Rio anunciou, em março, investimentos de R$ 120 milhões para ampliar a rede de esgoto na Maré, com duração prevista de dois anos e uso de recursos do BNDES, BID e Proparco.
  • Serão instalados 18 quilômetros de tubulação nova para substituir canos ligados às galerias, visando eliminar esgotos a céu aberto em becos e vielas.
  • A intervenção inclui a passagem de um duto de 1,5 metro de diâmetro sob a principal via da comunidade, levando o esgoto recolhido à Estação de Tratamento Alegria.
  • Desafios persistem: grande parte das casas não está conectada à rede de esgoto, que chega aos canais pluviais e à Baía de Guanabara, com lixo entupindo bueiros.
  • Moradores relatam alagamentos recorrentes, água suja e riscos à saúde, destacando que a solução exige ações integradas entre a prefeitura e iniciativas da sociedade civil.

A Maré continua enfrentando alagamentos, com despejo irregular de esgoto nas redes pluviais, acúmulo de lixo e drenagem defasada. A Águas do Rio anunciou R$ 120 milhões de intervenções para ampliar a rede de esgoto e reduzir os problemas no complexo. A solução depende de ações integradas com a prefeitura, segundo a Redes da Maré.

Moradora há quase seis décadas, Cláudia da Costa Tavares da Silva relata alagamentos com água de esgoto entrando em casa durante chuvas. Em dias difíceis, precisa proteger a mãe de 86 anos com Alzheimer e reacomodar móveis enquanto a água sobe pelo banheiro. O medo envolve riscos à saúde e pragas.

No complexo, uma rede de esgoto antiga não atende a todos os imóveis. Muitas casas não estão conectadas, e o esgoto vaza para galerias pluviais, que entupidas agravam as enchentes. Além disso, canaletas quebradas e lixo dificultam o escoamento.

Investimentos anunciados

A concessionária informou, em março, a doctrine de ampliação da rede e de ligações de imóveis à rede de água e esgoto, com 18 quilômetros de tubulação nova. A meta é substituir canos ligados às galerias, especialmente em becos e vielas, encerrando esgotos a céu aberto.

Detalhes da intervenção

O projeto prevê a passagem de um duto de 1,5 metro de diâmetro sob a principal via da Maré, levando o esgoto recolhido até a Estação de Tratamento Alegria. As obras devem durar dois anos e contam com recursos públicos do BNDES, além de apoio do BID e da Proparco.

Contexto e desdobramentos

A atuação na Maré visa despoluir a Baía de Guanabara, mas projetos de saneamento dependem de atuação conjunta entre governos e iniciativas sociais. Em meio às obras, moradores aguardam melhorias reais na drenagem, no saneamento e na gestão de resíduos.

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