- Novo julgamento pela morte de Diego Maradona começa do zero, em Buenos Aires, para determinar responsabilidades e esclarecer os últimos dias do ídolo.
- O processo anterior foi anulado após escândalo envolvendo a juíza afastada Julieta Makintach; agora sete profissionais de saúde voltam a enfrentar o júri, com uma oitava acusada em júri separado.
- Os acusados respondem por homicídio simples com dolo eventual; se condenados, as penas podem variar de oito a vinte e cinco anos de prisão.
- Devem ser ouvidas cerca de cem testemunhas, incluindo familiares de Maradona, com foco no período de 11 a 25 de novembro de 2020.
- O julgamento é conduzido pelo Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, com transmissão ao vivo pelo YouTube e expectativa de conclusão antes do recesso de inverno.
Após um primeiro julgamento que durou quase três meses e foi anulado por um escândalo judicial, recomeça o caso pela morte de Diego Maradona. O processo, iniciado nesta terça-feira (14) na província de Buenos Aires, mira esclarecer as circunstâncias da morte do ídolo e definir responsabilidades.
O novo julgamento ocorre do zero, com o objetivo de apurar se houve responsabilidade penal na morte do ex-jogador, que ocorreu em 25 de novembro de 2020, por insuficiência cardíaca, em casa, dois semanas após cirurgia para hematoma subdural.
Estão no banco dos réus sete profissionais de saúde: Leopoldo Luque, Agustina Cosachov, Carlos Díaz, Mariano Perroni, Ricardo Almirón, Nancy Forlini e Pedro Di Spagna. Eles respondem por homicídio simples com dolo eventual e se declararam inocentes; a detenção é em liberdade.
A defesa de Cosachov afirma que não houve planos para matar Maradona, enquanto a parte pública defende maior rigor dos juízes diante da gravidade do caso. O processo anterior teve afastamento da juíza Julieta Makintach, o que levou à anulação.
A enfermeira Dahiana Madrid integra a acusação, com julgamento separado por júri popular, ainda sem data definida. O tribunal é composto pelos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón, do Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro.
Ao todo, devem ser ouvidas cerca de 100 testemunhas, bem menos que as 300 do julgamento anterior. O foco está no período de 11 a 25 de novembro de 2020, para reconstruir os últimos 14 dias de internação domiciliar.
Entre os depoentes estão familiares de Maradona, como as filhas Dalma, Giannina e Jana, além da ex-companheira Verónica Ojeda. A expectativa é que a audiência seja transmitida ao vivo pelo YouTube.
A expectativa é de que o julgamento seja concluído antes do recesso judicial de inverno, com uma previsão de cerca de 30 sessões, segundo advogados. O objetivo é esclarecer os fatos e apresentar uma decisão rápida e fundamentada.
A imprensa, os familiares e os envolvidos acompanham o desenrolar do caso com atenção, dada a repercussão internacional e o peso simbólico da trajetória de Maradona no futebol mundial.
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