- Em 19 de março, na Universidade Federal de Rondonópolis, Mato Grosso, um pai esqueceu o filho de três anos dentro do carro e ele faleceu após ficar quatro horas no estacionamento.
- O pai, o professor Jofran Oliveira, falou pela primeira vez em uma carta aberta, emocionando leitores.
- Na mensagem, ele pede perdão, diz que se sentiu tomado por culpa e descreve o momento como devastador e sem fé.
- A carta também revela o impacto sobre a família, incluindo a esposa e uma filha adolescente, e relata como a perda afetou a vida deles.
- Jofran afirma que o amor da família e o apoio da comunidade o ajudam a enfrentar a tragédia e conclui dizendo que esperará pelo reencontro no céu.
O pai de um menino de 3 anos, professor da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), ficou em silêncio após esquecer a criança dentro de um carro estacionado no campus da instituição. A vítima foi encontrada desacordada no estacionamento, já sem vida, após quatro horas no interior do veículo. O caso ocorreu no dia 19 de março, por volta das 17h30, quando o pai retornou ao carro para perceber a tragédia.
Segundo informações apuradas, o homem chegou ao campus por volta das 13h30 e só descobriu a ausência do filho ao retornar ao veículo. A escola de ensino superior informou que colaborou com as autoridades desde o início do episódio. O desfecho foi confirmado pela equipe de emergência ao atender a vítima.
Em carta aberta publicada nas redes sociais, o pai descreveu o impacto emocional do ocorrido, pedindo perdão ao filho e reconhecendo a culpa pela tragédia. A mensagem recebeu apoio de colegas, familiares e da comunidade, que se uniram em mensagens de solidariedade à família.
Carta aberta do pai ao filho
O professor agradeceu as mensagens recebidas e lembrou o vínculo familiar, destacando a importância da família e do amor entre pais e filhos. Ele descreveu o momento como essencialmente doloroso, mencionando a busca por forças para lidar com a perda.
Ele relatou sentir culpa e questionamentos sobre como isso aconteceu, citando a necessidade de encontrar compreensão e apoio para seguir adiante. A carta também destacou a presença de familiares, amigos e da comunidade religiosa, que ofereceram apoio durante o período de luto.
A família revelou que o filho tinha uma irmã de 15 anos e que a casa permanece como memorial dos momentos vividos com a criança. O pai encerrou a mensagem expressando amor eterno ao filho e deixando uma mensagem de fé para o futuro.
As autoridades devem seguir investigando as circunstâncias do esquecimento, incluindo fatores que possam ter contribuído para o ocorrido. A universidade informou que vai acompanhar o caso e apoiar a família durante o processo. O desfecho permanece sob apuração das autoridades competentes.
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