- Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, foi preso temporariamente em Goiânia nesta quarta-feira, 15, acusado de atuar como operador de mídia do grupo investigado pela PF.
- A investigação aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de rifas e bets ilegais, envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e dinheiro de origem ilícita.
- A PF afirma que Raphael divulgava conteúdos favoráveis a MC Ryan SP, líder do esquema, promovia plataformas de apostas e gerenciava crises de imagem.
- Outros envolvidos, como Tiago de Oliveira e José Ricardo dos Santos Junior, teriam transferido valores elevados para Raphael; ambos foram presos.
- A operação Narco Fluxo mobilizou cerca de duas centenas de policiais, com 90 mandados cumpridos, 45 buscas e 33 prisões temporárias, além de bloqueio de bens e medidas contra empresas ligadas ao grupo.
Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página de fofocas Choquei, foi preso nesta quarta-feira, 15, em Goiânia, durante a operação Narco Fluxo da Polícia Federal. A PF o acusa de atuar como operador de mídia do grupo investigado, promovendo plataformas de apostas ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado, incluindo o PCC.
Segundo a PF, Raphael divulgava conteúdos favoráveis a MC Ryan SP, líder do esquema, além de promover rifas e apostas online. A investigação aponta que ele recebia valores elevados diretamente do grupo. Um dos detidos é MC Ryan SP, que também aparece ligado ao núcleo financeiro do esquema.
Além de Raphael, outros alvos da operação foram as pessoas Tiago de Oliveira, apontado como operador financeiro de Ryan, e José Ricardo dos Santos Júnior, apontado como responsável pelas atividades de marketing e circulação financeira. Ambos também foram presos.
Narco Fluxo e desdobramentos
Cerca de 200 policiais federais cumpriram 90 mandados judiciais em estados de SP, RJ, PE, ES, MA, SC, PR, GO e DF. Ao todo, 45 mandados de busca e apreensão foram executados, e 33 dos 39 mandados de prisão temporária foram cumpridos.
A Justiça federal também determinou o bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas ao grupo, com sequestro de patrimônio. A PF investiga o uso de plataformas de quotas fixas (bets) para lavagem de dinheiro, com movimentação de recursos em espécie, transferências bancárias e operações com criptoativos, principalmente USDT, no Brasil e no exterior.
A investigação aponta a atuação de uma organização criminosa dedicada à movimentação de grandes somas, envolvendo dinheiro vivo, transfers internacionais e ativos digitais. A PF indica que parte do esquema envolve operações de apostas patrocinadas pelo crime organizado.
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