- Em 2025, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 1.088.900 atendimentos (cerca de 3 mil por dia) e 155.111 denúncias de violência contra mulheres, com altas de 45% e 17,4% respectivamente em relação a 2024.
- Aproximadamente 70% das agressões ocorreram em ambiente doméstico, sendo 40,76% na residência da vítima e 28,58% em casa compartilhada; 5,39% ocorreram na casa do agressor.
- Foram contabilizadas 679.058 violações, com violência psicológica representando quase metade (49,9%) dos casos e violência física em 15,3%.
- A Lei Maria da Penha explicou 75,9% dos casos; houve 7.064 denúncias de violência vicária em 2025, e 3.552 (7,77%) nos primeiros três meses de 2026.
- Região Sudeste responde por 47,4% das denúncias, com São Paulo (34.476), Rio de Janeiro (22.757) e Minas Gerais (13.421) entre os estados com mais registros.
Em 2025, a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, registrou quase 1,09 milhão de atendimentos, segundo o Ministério das Mulheres. O serviço teve alta de 45% frente a 2024 e totalizou 155.111 denúncias de violência contra mulheres, com média diária de 425 ocorrências. Além de denúncias, o Ligue 180 também orienta sobre a rede de proteção e políticas públicas.
Entre os dados, quase 70% das agressões ocorreram dentro de casa, sendo 40,76% na residência da vítima e 28,58% em casa compartilhada com o suspeito. A casa do agressor foi indicada em 5,39% dos registros. Denúncias em vias públicas somaram 2,96%, assim como ocorrências no ambiente virtual.
Em 2025, dois terços das denúncias foram feitas pela própria vítima, quase 16,9% chegaram de forma anônima e 16,8% partiram de terceiros, como familiares ou amigos. Mesmo com esse volume, 23,45% não informaram raça ou cor da vítima.
Panorama de frequência e raça
Entre as denúncias, 31,86% indicam violência diária, totalizando 49.424 casos. Outros 8,10% apontaram agressões semanais e 1,82% mensais. O restante permanece como ocasional ou sem informação de periodicidade.
As vítimas negras aparecem com maior concentração: 33,46% são pardas e 9,70% pretas. Brancas respondem por 32,54%, amarelas 0,52% e indígenas 0,31%. Em 23,45% dos registros não houve informação de raça ou cor.
Perfil etário e tipos de violência
A faixa etária de 26 a 44 anos aparece com maior vulnerabilidade, concentrando 37,19% das denúncias. A maior concentração ocorre entre 40 a 44 anos, com 15.117 ocorrências, seguida por 35 a 39 anos, 30 a 34 anos e 26 a 29 anos.
Entre os tipos de violência, a violência psicológica ocupa o ranking, com quase metade dos registros (49,9%). Em seguida vêm a violência física (15,3%), patrimonial (5,4%) e sexual (3,0%). A violência vicária somou 4,55% do total, envolvendo uso de terceiros para ferir a vítima.
Regiões e estados
A Região Sudeste responde por 47,4% das denúncias. Nordeste vem em segundo lugar, com 18,2% e crescimento no uso do serviço. Centro-Oeste soma 11,5%, Sul 10,2% e Norte 6,0%. Entre estados, São Paulo lidera com 34.476 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (22.757) e Minas Gerais (13.421).
Dados de início de 2026
No primeiro trimestre de 2026, o Ligue 180 registrou aumento de 23% nas denúncias e 14% nos atendimentos, comparando com o mesmo período de 2025. Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias, ante 263.889 atendimentos e 37.139 denúncias no início de 2025.
Como denunciar
O Ligue 180 funciona 24 horas, gratuitamente, e atende pela ligação, WhatsApp ou e-mail. Denúncias também podem ser feitas em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, Delegacias comuns, Casas da Mulher Brasileira e Disque 100. Outras opções incluem o 190 da Polícia Militar estadual.
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