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Especialistas dizem que redes sociais podem ser armadilhas para mulheres

Especialistas alertam que perfis falsos em redes sociais e apps de relacionamento elevam o risco de violência sexual contra mulheres, segundo o Caism

Especialistas alertam para o crescimento de casos de violência sexual iniciados em perfis falsos e aplicativos de relacionamento
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  • Especialistas do Caism alertam que redes sociais e aplicativos de relacionamento são usados para articular violência sexual contra mulheres, com perfis falsos atraindo vítimas para encontros presenciais.
  • O Hospital da Mulher da Unicamp (Caism) tem registrado aumento na frequência desses casos.
  • A tática envolve criar uma identidade falsa para gerar confiança e marcar um encontro, que pode se transformar em emboscada.
  • O impacto psicológico costuma ser devastador, lembrando o transtorno de estresse pós-traumático, com ansiedade, hipervigilância e isolamento social; também há divulgação de conteúdos misóginos na machosfera.
  • No Caism, metade das pacientes atendidas após violência sexual têm menos de dezoito anos; o Brasil é apontado como tendo alta subnotificação de casos de violência de gênero.

Especialistas em saúde e segurança pública destacam que redes sociais e aplicativos de relacionamento funcionam como fatores de risco para violência sexual contra mulheres. O alerta vem do Hospital da Mulher da Unicamp (Caism), que vem registrando aumento de casos nessa linha de atuação criminosa.

Criminosos criam identidades falsas para ganhar a confiança da vítima e combinar encontros presenciais, nos quais ocorrem agressões. O uso de plataformas digitais facilita a emboscada, mesmo quando a mulher já demonstra cautela ao buscar alguém.

A equipe do Caism aponta que o contato inicial ocorre online, evolui para encontros presenciais e desemboca em violência. Profissionais ressaltam que perfis gerados com tecnologias de geração de conteúdo podem enganar cada vez mais pessoas.

De acordo com o coordenador do Ambulatório de Violência Sexual do Caism, a prática representa desafio recente para autoridades e saúde. A violência afeta mulheres de diferentes idades e classes, com maior registro entre pretas e em situação econômica vulnerável.

No cenário atual, especialistas descrevem o impacto psicológico como grave, com possíveis paralelos ao transtorno de estresse pós-traumático. Sintomas incluem ansiedade, hiperalerta e afastamento da rotina.

A disseminação de conteúdos misóginos na chamada machosfera, incluindo grupos que promovem desumanização das mulheres, aumenta o risco. Técnicas de normalização da violência intensificam a vulnerabilidade das vítimas.

Para prevenção, orientações incluem verificar a consistência de perfis, evitar dados sensíveis, e marcar encontros em locais públicos. Informar pessoas de confiança sobre o encontro também é recomendado pelos especialistas.

Dados oficiais indicam uso de tecnologia pela violência de gênero e subnotificação dificulta o dimensionamento real do problema. A ministra Márcia Lopes aponta para uma epidemia de violência contra mulheres no Brasil.

O Caism oferece acolhimento especializado, com protocolos de escuta e acompanhamento multiprofissional. O objetivo é reduzir a revitimização e oferecer suporte técnico às vítimas.

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