- Marílio dos Santos, apontado como mandante da morte de Mãe Bernadete, foi localizado na madrugada desta quinta-feira, em Catu, na Região Metropolitana de Salvador.
- Ele morreu após confronto com policiais militares do Bope durante cumprimento de mandado de prisão; arma de fogo e munições foram apreendidas.
- Marílio era foragido e constava no Baralho do Crime da Bahia; ele havia sido condenado pelo Tribunal do Júri a 29 anos e 9 meses de prisão.
- Na mesma sessão, Arielson da Conceição Santos também foi condenado pelo crime, recebendo 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão.
- Mãe Bernadete foi morta na noite de 17 de agosto de 2023, dentro do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho; três netos estavam na residência, sem ferimentos, e a motivação envolve oposição à atuação do grupo e retirada de uma barraca usada para venda de entorpecentes.
Marílio dos Santos, conhecido como Maquinista, foi localizado na madrugada desta quinta-feira (16) em Catu, na Região Metropolitana de Salvador. Ele era apontado como mandante da execução da líder quilombola Mãe Bernadete e chegou a ser atingido em confronto com a PM durante o cumprimento de mandado. A ação ocorreu após monitoramento de equipes do Bope.
Segundo a SSP-BA, o suspeito reagiu aos agentes ao ser abordado na zona rural de Catu. Houve troca de tiros e Marílio ficou ferido; ele foi socorrido, mas não resistiu. Com ele, foram apreendidas uma arma de fogo e munições. A ocorrência segue em andamento.
Marílio dos Santos integrava o Baralho do Crime da Bahia e havia sido condenado pelo Tribunal do Júri a 29 anos e 9 meses de prisão. A pena ocorreu na terça-feira (14), em sessão na Justiça estadual, quando o réu foi reconhecido como mandante do homicídio.
Contexto do caso
Mãe Bernadete foi morta na noite de 17 de agosto de 2023, dentro da casa da liderança no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho. O imóvel foi invadido por homens armados e a líder recebeu 25 disparos, falecendo no local. Três netos estavam na residência, mas não sofreram agressões físicas.
Na apuração policial, Marílio dos Santos era descrito como chefe do tráfico na região. A investigação aponta que o homicídio teve motivação relacionada à oposição de Mãe Bernadete às ações do grupo e à retirada de uma barraca usada para venda de entorpecentes, atribuída ao mandante.
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