- Em um podcast no Taste Spain, especialistas destacaram vinhos espanhóis pouco conhecidos como grandes apostas para o futuro.
- Noroeste espanhol aparece como destaque: Ribeiro, em Galícia, com brancos refrescantes feitos de Godello, Albariño, Loureira e Treixadura.
- La Mancha ganha atenção pela sub-região La Manchuela, com vinhos de vinhedos a alta altitude e uva Bobal.
- Entre brancos, há valorização de Xarel·lo na Catalunha, vinhos de Airén em La Mancha e vinhos fortificados não envelhecidos de Jerez, os chamados Vinos de Pasto ou Vinos de Albariza.
- Entre tintos, Garnacha de Navarra e Mencía de Bierzo e Ribeira Sacra são elogiadas pela sua expressão mais delicada; há expectativa de que Priorat possa se tornar uma terceira região de prestígio após Rioja e Ribera del Duero.
- Um retorno histórico ganhou destaque com o clarete, vinho cofermentado de uvas tintas e brancas, especialmente na região de Cigales, visto como futuro do Rosado espanhol.
Durante o Taste Spain em Londres, especialistas apresentaram vinhos espanhóis ainda pouco conhecidos que ganham espaço entre críticos e chefs. A discussão revelou estilos históricos e regiões emergentes na nova safra de rótulos de qualidade.
Entre os nomes destacados, Ferran Centelles e Maria Naranjo contribuíram com perspectivas distintas. Centelles enfatizou o potencial de brancos aromáticos e de vinhos de Jerez não fortificados, além de reconhecer avanços em várias regiões. Naranjo, por sua vez, apontou áreas específicas como fontes de brancos refrescantes e de tintos com perfil mais delicado.
Regiões em foco
Naranjo mencionou Galicia, especialmente Ribeiro, como berço de brancos refrescantes feitos com Godello, Albariño, Loureira e Treixadura. Em La Mancha, ela destacou La Manchuela, denominação jovem criada em 2000, entre Utiel-Requena e Ribera del Júcar, com vinhos feitos a partir de videiras de alta altitude dominadas pela uva Bobal.
Centelles ampliou o raio de atuação, citando Xarel·lo na Catalunha como exemplo de vinho com personalidade marcante. Também apontou Airén antiga em La Mancha, produzindo vinhos delicados, além de ressaltar a revitalização dos vinhos de Jerez não fortificados, hoje chamados Vinos de Pasto ou Vinos de Albariza, cada vez mais presentes em restaurantes de alto nível.
Rosados e tintas
No eixo dos tintos, Centelles elogiou Garnacha do nordeste de Navarra e a expressão cada vez mais refinada de Mencía em Bierzo e Ribeira Sacra, associando esses vinhos a um perfil mais delicado. Otimismo norteou as expectativas dos dois especialistas sobre o futuro dos vinhos espanhóis, com Centelles prevendo um crescimento contínuo de várias regiões.
Sobre investimento em vinhos finos, o especialista citou Priorat como possível terceira grande região espanhola após Rioja e Ribera del Duero, destacando a reputação já consolidada, a estrutura de vilarejos e crus, além do histórico de grandes nomes por trás das etiquetas.
Clarete, o rosé histórico
O tema mais inesperado foi o ressurgimento do clarete, estilo histórico de espanhol co-fermentação de uvas vermelhas e brancas. Centelles explicou que o termo clarete remonta ao século XVI, com o rosé surgindo apenas no século XX, e que hoje o clarete volta a ganhar espaço em restaurantes de alta gastronomia.
Cigales figura entre as regiões que lideram essa retomada, produzindo claretes estruturados com co-fermentação de Tempranillo e Garnacha com Verdejo e Albillo. Centelles destacou a qualidade e o potencial futuro desses claretes como alternativa ao rosé moderno.
Para ouvir o podcast na íntegra, basta acessar o material relacionado ao Taste Spain Londres 2026. As falas apresentadas refletem as impressões dos especialistas, sem edição final de opinião pessoal.
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