- Denúncia formal foi apresentada à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Ibama, apontando garimpo ilegal em Fazenda São José do Descanso, na zona rural de a Cidade de Goiás (GO), sem autorização de exploração há pelo menos dois anos.
- A investigação aponta danos ambientais, como desmatamento e possível desvio de curso d’água, com barragens e maquinário pesado, incompatíveis com apenas pesquisa mineral.
- Também há menção ao uso potencial de mercúrio no processo de extração, risco à Bacia do Rio Araguaia, e à segunda propriedade citada, Fazenda São Felipe, com alternância entre áreas para dificultar a fiscalização.
- A titularidade de um processo minerário pertence a outra empresa, levantando dúvidas sobre a legalidade da operação na propriedade.
- Os desdobramentos podem envolver atuação conjunta de órgãos federais; se comprovadas, podem resultar em sanções penais, administrativas e ambientais, além de multas; investigações estão em fase inicial.
Um denúncia formalizou alegações de garimpo ilegal de ouro em uma fazenda na zona rural da Cidade de Goiás (GO). Segundo os documentos, a atividade ocorreria há pelo menos dois anos na Fazenda São José do Descanso, sem autorização de órgãos de fiscalização.
A acusação envolve um suposto esquema de exploração de ouro em larga escala, com utilização de maquinário pesado, barragens e estruturas associadas a mineração ativa. A denúncia aponta ainda uso potencial de um alvará de pesquisa vinculado a outra área e titularidade contestada de processos minerários.
Ao menos dois órgãos foram acionados: a Polícia Federal, o Ministério Público e o Ibama. A depender das evidências, há risco de danos ambientais, desmatamento e contaminação de solos e corpos d’água na região da Bacia do Rio Araguaia.
A denúncia reúne imagens de satélite, registros audiovisuais e relatos que indicam operação contínua na área. Há menção de desvio de curso d’água e construção irregular de barreiras associadas à atividade garimpeira, conforme o material encaminhado.
O documento também sinaliza possíveis irregularidades trabalhistas, com indícios de vínculos informais e situações de trabalho análogas à escravidão. A investigação mira ainda movimentações financeiras ligadas ao ouro extraído.
A investigação é tratada como de interesse federal, dada a potencial violação de normas ambientais, exploração de recursos da União e impactos em bacias hidrográficas federais. O caso pode evoluir com atuação conjunta de órgãos de controle.
Caso comprovadas, as irregularidades podem resultar em sanções penais, administrativas e ambientais, com multas e suspensão de atividades. As apurações permanecem na fase inicial, sujeitas a confirmação oficial.
O proprietário da Fazenda São José do Descanso, José Maria Berquó Filho, foi procurado pela reportagem, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
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