- O “esporte favorito” dos geriatras é a desprescrição: tirar remédios da prescrição dos pacientes.
- Com o envelhecimento, fígado e rins sofrem alterações, tornando o equilíbrio entre benefício e risco de remédios mais estreito e aumentando a polifarmácia.
- Muitas pessoas idosas usam remédios sem indicação clara; todo medicamento tem efeito, que pode ser benéfico ou prejudicial.
- O omeprazol é citado como exemplo: uso prolongado sem indicação pode reduzir a absorção de vitaminas e minerais.
- Em sintomas novos, pergunta central é se há relação com algum medicamento; muitas vezes a melhora ocorre ao reduzir ou retirar um remédio, e há alternativas não farmacológicas, como meias elásticas para inchaço.
A desprescrição é o “esporte” que os geriatras costumam praticar. Segundo especialistas, retirar medicamentos da rotina de pacientes idosos pode ser tão benéfico quanto prescrever, desde que feito com cuidado e critérios claros.
Conforme o envelhecimento, fígado e rins mudam e impactam a atuação de fármacos. A polifarmácia é comum e aumenta risco de efeitos colaterais. Muitos remédios passam a perder relação custo-benefício com o tempo.
Ao investigar novos sintomas em idosos, profissionais perguntam: isso é efeito de medicamento? Tonturas, sonolência e quedas costumam ter relação com tratamentos em uso, e nem sempre é necessário adicionar comprimidos.
Desprescrição na prática
Em muitos casos, a retirada de um medicamento revela melhora de saúde. O foco é reduzir riscos sem comprometer a qualidade de vida, buscando alternativas não farmacológicas quando possível.
O exemplo clássico é o omeprazol. Mesmo considerado de baixo risco, uso prolongado pode reduzir absorção de vitaminas. O cuidado é revisar indicação e duração do tratamento.
O objetivo é revisar a cada consulta a necessidade de cada remédio. Quando um fármaco não traz benefício claro, pode ser suspenso com monitoramento cuidadoso.
A abordagem busca equilíbrio entre benefício e dano. É comum observar melhoria com menos medicamentos, evitando efeitos adversos e interações indesejadas.
Em vez de acelerar a prescrição, o caminho é investigar causas de inchaço, tontura ou confusão e considerar medidas simples, como meias elásticas, além de revisões periódicas.
O cuidado centrado no paciente envolve reduzir excessos. O objetivo é envelhecimento com mais autonomia, menos riscos e mais bem-estar, sem depender de remédios desnecessários.
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