- Júri da chacina que matou dez pessoas de uma mesma família entra no quinto dia, com a sustentação oral das defesas após os interrogatórios dos cinco réus.
- Gideon Batista é apontado como o mentor do crime, enquanto Horácio Carlos ficou em silêncio e Fabrício Silva o acusa de ser o cabeça do esquadrão.
- Carlomam dos Santos afirmou ter sido encarregado dos sequestros e confessou ter participado da morte de Marcos Antônio; o corpo dele teria sido deslocado para um cativeiro, esquartejado e enterrado.
- Sobre as crianças e a mulher da família, Elizamar da Silva e os filhos, as versões divergem: Gideon e Horácio seriam responsáveis pela morte, com as duas mulheres degoladas e os menores queimados; Carlomam sustenta que viu o veículo sendo incendiado.
- Os promotores apresentaram o conjunto de provas — DNA, digitais, confissões — e defenderam condenação máxima, classificando o caso como um empreendimento organizado para obter vantagem financeira.
O júri da chacina que deixou 10 pessoas da mesma família mortas entra no quinto dia de sessões, com a sustentação oral das defesas. Os cinco réus aguardam a decisão dos jurados após interrogatórios concluídos e a análise de provas pelo Ministério Público do Distrito Federal.
No decorrer da sessão, as defesas apresentaram seus argumentos ante a acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Cada parte busca demonstrar que não houve participação ou que houve circunstâncias atenuantes, sem influenciar o veredito final.
As oitivas de Carlomam dos Santos e Carlos Henrique encerraram a fase de interrogatórios. Na quarta-feira, Gideon Batista alegou que uma vítima teria autoria do crime, Horácio Carlos permaneceu em silêncio e Fabrício Silva indicou Gideon como o responsável.
Carlomam dos Santos relatou que integrava o grupo com a promessa de pagamento e que ficou responsável pelos sequestros de Marcos Antônio, Renata Belchior e da filha do casal Gabriela Belchior. Segundo ele, o plano principal era obter dinheiro, e houve um disparo acidental que resultou na morte de Marcos.
Conforme seu relato, o corpo de Marcos foi levado para o cativeiro, onde teria sido esquartejado e enterrado. O suspeito afirmou que Horácio e Gideon teriam participação na remoção dos membros, e que o sequestro de Renata e Gabriela ocorreu posteriormente.
Ainda segundo Carlomam, as mortes das crianças Elizamar da Silva e de seus filhos teriam ocorrido após atração das vítimas à chácara. Ele negou participação direta, dizendo ter estado em outro veículo e visto o carro pegar fogo pelos reflexos do monitoramento.
A versão apresentada por Gideon e Horácio envolve a autoria da morte da cabeleireira Elizamar e de três crianças, com as vítimas asfixiadas e queimadas. Carlomam, em plenário, afirmou ter visto o veículo sendo incendiado pelo retrovisor, sem estar no local direto.
Carlos Henrique negou envolvimento nos assassinatos, afirmando ter sido convidado por Carlomam para um roubo contra Thiago Belchior, com a promessa de pagamento. Ele disse que o objetivo era apenas subtrair celular e cartões da vítima.
Os promotores Nathan da Silva, Daniel Bernoulli e Marcelo Leite apresentaram as provas e indicaram a condenação máxima aos réus, classificando o caso como um empreendimento das trevas. Eles sustentam que a sequência criminosa foi planejada por meses.
Segundo os promotores, a morte de Marcos Antônio constituiu o ponto de inflexão que desencadeou a remoção de outras vítimas. A defesa, por sua vez, contesta a narrativa, apresentando versões alternativas para os acontecimentos e as responsabilidades de cada envolvido.
Vídeos, testemunhos e evidências de DNA foram citados pela acusação como parte do conjunto probatório considerado robusto. Os envolvidos permanecem no fórum de Planaltina, à espera do veredito no decorrer do julgamento.
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