- LACMA inaugura as Geffen Galleries com acesso para membros em 19 de abril e aberto ao público em 4 de maio, após 25 anos de planejamento.
- O projeto de Peter Zumthor, com 110 mil pés quadrados de área expositiva, teve custo total de 724 milhões de dólares, com cerca de 125 milhões financiados pelo condado de Los Angeles, enfrentando controvérsias e ajustes no design.
- O museu abandona hierarquias tradicionais: obras de 15 departamentos podem ocupar qualquer espaço, sem muros de divisão fixos, e a curadoria deve trocar itens com frequência.
- A construção utiliza concreto com janelas envolventes, iluminação natural modulada por cortinas de aço, e engenharia sísmica que permite movimentação de até cinco pés sem comprometer a estrutura.
- A mostra inicial reúne cerca de setenta e oito seções temáticas em 110 mil pés² de espaço, com obras de contemporâneos a históricas, incluindo peças de Francis Bacon, Matisse e outras, com 1.700 objetos em exibição e mais 800–900 a serem adicionados no verão.
A nova Galerias David Geffen, incluindo o campus de LACMA, abre aos membros em 19 de abril e ao público em 4 de maio. A meta é apresentar uma visão não linear da história da arte, com obras de diversas regiões e séculos em interação contínua.
O projeto reimagina o museu em uma única planta. O custo total ficou em 724 milhões de dólares, com aporte de 125 milhões de dólares do Condado de LA. A construção iniciou há 25 anos, com intervenções de Renzo Piano e, posteriormente, de Peter Zumthor.
A gestão de Michael Govan, que chegou em 2006, liderou as mudanças, enfrentando críticas ao longo do caminho. Mudanças de projeto para atender a relatórios ambientais reduziram espaço expositivo em 10 mil pés quadrados, mas o objetivo de uma experiência única foi mantido.
Arquitetura e experiência
Zumthor criou um edifício de concreto com janelas que envolvem o espaço expositivo e paredes únicas em cada galeria. A estrutura suporta um balanço de cinco pés para manter a integridade, sem paredes falsas.
A ambientação integra madeira, aço e sistemas de climatização discretos. As fachadas translúcidas permitem visão do entorno de Los Angeles e destacam a relação entre interior e exterior.
Organização das obras
A curadoria não impõe hierarquias tradicionais. Obras de 15 departamentos podem ocupar qualquer espaço, com itens de vestuário e têxteis tendo destaque. A rotatividade de peças é prevista, mantendo a coleção permanente dinâmica.
O acervo permanente recebe pouca restrição de empréstimos, dando liberdade para intercâmbios curators. A ideia é favorecer a circulação de obras e a experimentação dentro do espaço.
Exposições e temas
A mostra inicial conta com 78 seções temáticas, sem uma narrativa única, centradas na ideia de fluxo oceânico. Um dos eixos, intitulado Car Culture, reúne automóveis, pinturas, fotografias e objetos ligados ao consumo de carros.
Há também espaços que conectam a arte europeia com tradições ameríndias, africanas e oceânicas. Um exemplo é a sala Transatlantic Exchange, que relaciona o tráfico transatlântico de escravos a obras que abordam esse período.
Obras marcantes e futuro da instituição
Entre os destaques estão peças de Francis Bacon, Matisse, e instalações contemporâneas de artistas como Lauren Halsey e Rafa Esparza. O espaço exibe cerca de 1.700 objetos, com expectativa de chegar a 2.500 até o verão.
A expectativa é que novas já previstas aquisições e empréstimos engrossem o acervo ao longo do ano. A inauguração marca uma mudança significativa na forma de apresentar coleções globais, sem privilegiar uma região específica.
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