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Por que a Michelin ignorou St. Paul em guia de restaurantes dos Grandes Lagos

Minneapolis entra no guia das Grandes Lagos após contrato de 250 mil dólares; Saint Paul fica de fora, elevando críticas sobre representação de imigrantes

Local food critics fear that St Paul (pictured) and smaller restaurants in Minneapolis could be left behind.
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  • A Michelin expandiu o guia para a região dos Grandes Lagos, incluindo Minneapolis, mas Saint Paul ficou de fora, o que gerou críticas entre críticos e moradores.
  • A explicação prática é que Minneapolis pagou para receber avaliadores do Michelin, por meio de um contrato anual de 250 mil dólares por três anos, via distrito de melhoria turística da cidade.
  • A decisão levanta preocupa­ções de que restaurantes menores e de imigrantes podem ficar sem visibilidade, especialmente negócios imigrantes da comunidade Hmong, somali e etíope.
  • Críticos também destacam o papel de financiamento público na vinda do guia e questionam se o recorte regional pode não representar toda a diversidade culinária da área.
  • Autoridades locais e chefs destacam a necessidade de colaboração regional e de apoiar uma cena gastronômica plural, com iniciativas que vão além das divisões administrativas entre as duas cidades.

A Michelin ampliou sua avaliação de restaurantes para a região dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos, incluindo Minneapolis. Saint Paul ficou de fora do anúncio, gerando questionamentos sobre por que a cidade vizinha não integra o mapa das avaliações.

A explicação oficial envolve financiamento público: Minneapolis aceitou investir para trazer inspetores da Michelin à cidade, com um contrato anual de cerca de 250 mil dólares por três anos, via distrito de melhoria do turismo. Saint Paul não integrou esse acordo.

As declarações de Visit Saint Paul, órgão de turismo da cidade, não detalharam a exclusão, mas destacaram o impacto regional positivo da parceria entre Meet Minneapolis e o distrito turístico de Minneapolis. Autoridades locais apontam que a visibilidade na região pode beneficiar restaurantes de Saint Paul.

Críticos locais questionam se o recorte envolve a preferência por estabelecimentos mais formais, típicos do estilo Michelin, em detrimento da diversidade culinária de Minnesota. Restaurantes imigrantes, como etíopes e somalis, costumam ficar de fora das indicações formais, o que alimenta o debate sobre representatividade.

Empresários e chefs de Saint Paul reagiram dizendo que muitos dos destaques da cena local vão além do que tradicionalmente aparece no guia. Eles acrescentam que a gastronomia da região é diversificada e inclui opções de cassas populares, mercados culturais e cozinhas de imigrantes que atendem a grande comunidade local.

Especialistas destacam ainda o contexto recente de tensões sociais e econômicas locais, incluindo impactos de operações de imigração e mudanças no mercado de trabalho de restaurantes de propriedade de imigrantes. Em meio a isso, cresce o tema de como o guia Michelin pode influenciar escolhas de turistas e moradores.

Um grupo de chefs e críticos ressalta a importância de reconhecer a necessidade de promover uma variedade de cozinhas na região. Eles ressaltam que a confirmação de Saint Paul como parte de futuras oportunidades pode exigir esforços colaborativos entre as cidades gêmeas e órgãos de turismo.

Por fim, a situação levanta questões sobre cooperação regional e estratégias de promoção turística. A expectativa é que parcerias futuras possam ampliar a visibilidade de restaurantes imigrantes e de estabelecimentos menos formais, fortalecendo a cena gastronômica local.

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