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Gestão privada de parques é melhor por ONGs, diz diretor do High Line

Diretor do High Line afirma que gestão sem fins lucrativos garante financiamento privado, manutenção, arte e programação para o parque de Nova York

Allan van Capelle é diretor executivo do parque High Line, em Manhattan, Nova York (EUA)
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  • Allan van Capelle, diretor executivo do High Line, defende que gestão privada por organizações sem fins lucrativos funciona melhor; o parque de Manhattan foi aberto em dois mil e nove e é mantido por doações.
  • O modelo do High Line depende de captação privada para cobrir a maior parte dos custos, incluindo reparos, manutenção e programação, com lacunas entre o que a cidade paga e o necessário.
  • Em São Paulo, há parques concedidos à iniciativa privada e outros em processo de concessão; o texto compara esse modelo ao funcionamento do High Line, mantido por uma associação sem fins lucrativos.
  • Recursos provenientes de eventos privados, patrocínios e aluguel financiam plantas, jardins, arte e atividades gratuitas para o público; por exemplo, o aluguel financiou ações de patrocínio corporativo enquanto mantinha acessibilidade ao público.
  • A prioridade é manter o uso público gratuito; o High Line investe em preservação, jardins e programação artística, e projetos de novos parques, como o QueensWay, ainda dependem de financiamento.

Em Nova York, o High Line, parque linear suspenso em Manhattan, é mantido por uma organização sem fins lucrativos, a Amigos do High Line, com financiamento majoritariamente privado. O espaço foi aberto em 2009 a partir de uma linha férrea desativada e hoje funciona com doações e patrocínios.

Allan van Capelle, diretor executivo da instituição desde 2023, afirmou que o modelo sem fins lucrativos prioriza a defesa do parque e das pessoas que o utilizam, diferente de uma gestão por concessionária privada ou empresa. A prefeitura participa, mas a maior parte dos recursos vem de fontes privadas.

A gestão do High Line contrasta com o sistema paulista de parques, em que áreas como Villa-Lobos já operam por concessão privada. Em São Paulo, há 16 parques concedidos e seis em processo de concessão, segundo levantamento citado. Em contrapartida, o modelo de NYC foca na manutenção, jardins, arte pública e programas gratuitos para a comunidade.

Fontes de recurso e uso público

O parque depende de arrecadação privada para cobrir lacunas quando o orçamento público não cobre reparos ou melhorias. Entre os exemplos citados, empresas pagaram aluguéis elevados para realizar eventos e patrocínios, com retorno em programação artística e ações de bem-estar comunitário. O objetivo é manter o acesso público como prioridade, mesmo diante de eventos pagos.

O parque recebe em média de 5.000 a 7.000 membros na organização. Entre as ações financiadas, estão plantio de mudas, manutenção de jardins, produção de arte pública e programas gratuitos para famílias, além de iniciativas para adolescentes. Em períodos de neve, a equipe se desloca para manter a infraestrutura e a segurança dos visitantes.

Van Capelle reforçou que o High Line nasceu de uma ferrovia abandonada com vegetação espontânea e cresceu com apoio da comunidade e de artistas, com foco em preservar o espaço como recurso público, acessível a todos. Ele também comentou sobre a relevância de espaços públicos bem desenhados para cidades cada vez mais urbanizadas.

Perguntas sobre futuro e impactos

O executivo indicou que o alto custo de eventos privados no High Line é compensado pela ampliação da oferta pública, sem reduzir o acesso. Além disso, a iniciativa ajuda a manter áreas centrais da cidade com infraestrutura verde que facilita a circulação de moradores e visitantes. A iniciativa também contribui para a bioversidade local e a redução de temperaturas urbanas.

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