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Anvisa avalia norma para manipulação de canetas emagrecedoras

Anvisa discute instrução normativa para manipulação de canetas emagrecedoras; norma aborda importação, qualificação de fornecedores e transporte

Na imagem, canetas emagrecedoras; Anvisa tem tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal
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  • A diretoria da Anvisa vai discutir, em 29 de abril de 2026, uma proposta de instrução normativa sobre a manipulação de medicamentos da classe GLP‑1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
  • A norma integra o plano de ação anunciado em 6 de abril, que reúne medidas regulatórias e de fiscalização para esse tipo de medicamento.
  • A instrução deverá definir procedimentos e requisitos técnicos para importação, qualificação de fornecedores, ensaios de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos insumos farmacêuticos ativos.
  • A Anvisa criou dois grupos de trabalho, pelas Portarias 488/2026 e 489/2026, para apoiar o controle sanitário e avaliar a implementação do plano de ação.
  • Em operação recente, houve apreensão de canetas emagrecedoras e outros produtos no Brasil, com investigações sobre contrabando e venda irregular no território nacional.

A diretoria colegiada da Anvisa discute, em 29 de abril, uma proposta de instrução normativa sobre manipulação de medicamentos da classe dos agonistas GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. A reunião ocorre no âmbito de uma ação regulatória.

A norma visa estabelecer procedimentos e requisitos técnicos para importação, qualificação de fornecedores, controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos. O objetivo é padronizar procedimentos.

A popularização das canetas emagrecedoras aumentou o mercado ilegal, com versões manipuladas sem autorização. A Anvisa tem adotado medidas para coibir esse comércio irregular, que pode colocar a saúde em risco. A minuta será discutida pela diretoria.

Grupos de trabalho formados

A Anvisa publicou Portarias que criam dois grupos de trabalho para fortalecer o controle sanitário e a segurança dos pacientes. O primeiro grupo envolve Conselhos Federais de Farmácia, Medicina e Odontologia.

O segundo grupo acompanhará a implementação do plano de ação proposto pela Anvisa, subsidiando decisões da diretoria com medidas de aprimoramento. As portarias são 488/2026 e 489/2026.

Parceria institucional

A agência assinou uma carta de intenção com os Conselhos Federais de Medicina, Odontologia e Farmácia para promover o uso racional e seguro das canetas emagrecedoras. O objetivo é prevenir riscos sanitários e reforçar a educação e a troca de informações entre as entidades.

Medidas de fiscalização recentes

Em 15 de abril, a Anvisa determinou a apreensão de Gluconex e Tirzedral, medicamentos vendidos como canetas injetáveis GLP-1, mas sem registro ou cadastro. A proibição abrange comercialização, distribuição, importação e uso.

A agência afirmou que os produtos são irregulares, sem origem conhecida, e não oferecem garantia de conteúdo ou qualidade. O comunicado reforça a orientação de não utilização sob nenhuma hipótese.

Ação policial e apreensões

No dia 13 de abril, a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus vindo do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e mil frascos de anabolizantes. O veículo foi abordado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Um casal, que embarcou em Foz do Iguaçu, foi preso com grande quantidade de itens de origem paraguaia para venda irregular no Brasil. A operação reforça o combate ao comércio ilícito de dispositivos GLP-1.

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