- Centro antigo de São Paulo passa a ter calçadões mais acessíveis, com remoção de pedras portuguesas irregulares que dificultavam a circulação.
- Serão reformados 100 mil m² de passeios em 35 ruas, com conclusão prevista para o meio de 2027; parte já deve ficar pronta em junho.
- O investimento é de 120 milhões de reais, e a obra preserva trechos de trilhos do antigo bonde e mosaicos em determinadas áreas.
- Piso com orientação para deficiência visual e elevação do nível do calçamento, para manter soleiras dos edifícios tombados e oferecer acesso plano.
- Autoridades destacam que a revitalização democratiza o espaço público, conectando pessoas aos prédios históricos do centro.
O centro antigo de São Paulo avança para calçadões acessíveis após décadas de atraso. A obra visa requalificar 100 mil m² de passeios em 35 ruas, com investimento de 120 milhões de reais. O cronograma prevê a entrega gradual até o meio de 2027, com parte já entregue em junho.
A gestão municipal, comandada pelo prefeito Ricardo Nunes, coordena a reforma de vias essenciais para circulação de pedestres, incluindo áreas próximas à Praça da República e ao Pateo do Colégio. As mudanças reduzem desníveis e tornam o tráfego de cadeirantes mais fluido.
O foco é reduzir irregularidades causadas por pedras portuguesas desalinhadas, remendos e pontos de água. O projeto mantém trechos históricos e integra acessibilidade com novas soluções, como desníveis eliminados e sinalização tátil.
Parte da intervenção preserva traços da memória local. Trilhos do antigo bonde são mantidos em some pontos, ao lado de mosaicos em bom estado que representam o estado de São Paulo. Esses elementos convivem com a nova pavimentação.
Pontos de entrada de edifícios tombados, como CAU/SP, Casa de Francisca e CCBB, não podem ser alterados. Por isso, o nível do calçamento foi elevado para oferecer piso plano sem comprometer o tombamento histórico.
Pisos de orientação para deficientes visuais estão sendo instalados ao longo das vias reformadas. A arquiteta Silvana Cambiaghi afirma que as mudanças representam marco de acessibilidade para a cidade.
Segundo a SPUrbanismo, as pedras retiradas serão encaminhadas para britagem e podem ser reaproveitadas em outros projetos da construção civil. A iniciativa reduz resíduos e amplia a reutilização de materiais.
Secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Silvia Grecco, destaca que a obra democratiza o espaço público. Ela afirma que o piso podotátil facilita a circulação e aproxima os cidadãos dos prédios históricos.
Para especialistas, as mudanças vão além da estética, conectando pessoas aos edifícios históricos sem barreiras. A proposta fortalece a identidade do centro e facilita o acesso a serviços e comércio locais.
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