- Cinco homens condenados pela chacina no Distrito Federal estão em celas separadas no Complexo Penitenciário da Papuda e foram levados ao Tribunal do Júri de Planaltina para leitura das sentenças, no sábado, 18 de abril.
- As penas somam 1.252 anos de prisão; Gideon Batista de Menezes recebeu 397 anos, Carlom dos Santos Nogueira 351 anos, Horácio Carlos Ferreira Barbosa 300 anos, Fabrício Silva Canhedo 202 anos e Carlos Henrique Alves da Silva terá dois anos em regime semiaberto.
- Além dos assassinatos, os réus responderam por crimes graves envolvendo crueldade, organização criminosa e extorsão, com vítimas de uma mesma família.
- O caso teve início em outubro de 2022, com planos de invadir a chácara Quilombo, em Itapoã, para obter bens e valores, resultando na maior chacina do DF.
- O grupo manteve as vítimas em cativeiro em Planaltina, submeteu-as a tortura psicológica para obter senhas e dados financeiros, utilizou celulares das vítimas para captar novos alvos e, entre as mortes, houve incineração de uma família em Cristalina, Goiás.
Cinco homens condenados pela maior chacina do Distrito Federal estão em celas separadas no Complexo Penitenciário da Papuda. Eles foram levados, neste sábado (18/4), ao Tribunal do Júri de Planaltina para a leitura das sentenças, após terem sido julgados em processo que teve início com um plano de invasão em outubro de 2022. A decisão ocorreu em meio a investigações que apontam crueldade e organização criminosa.
Os condenados são Gideon Batista de Menezes, Carlomam dos Santos Nogueira, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva. As penas somam 1.252 anos de prisão, distribuídas entre 397, 351, 300, 202 e 2 anos, com regime semiaberto para o quinto acusado.
O caso teve início com a cobiça pela chácara Quilombo, em Itapoã, e pelo dinheiro das vítimas. Em Planaltina, os suspeitos mantiveram reféns em cativeiro, submetendo-os a tortura psicológica para obter senhas e dados financeiros, enquanto utilizavam celulares das vítimas para tramarem novas ações. Jovens e idosos integraram o grupo de vítimas.
O caso principal
A brutalidade envolveu o assassinato de dez pessoas da mesma família, com desfechos cruéis que incluíram estrangulamento e incêndio de corpos. Ao longo da investigação, ficou evidente que o crime envolveu planejamento, extorsão e coordenação entre os envolvidos, com uso de cativeiro e controle de reféns para sustentar o esquema.
A sequência de fatos também registrou o deslocamento de vítimas para outros estados, onde algumas foram desovadas em cisternas ou queimadas. As investigações indicam que crianças também foram atingidas pela violência, ampliando o impacto do caso.
A leitura das sentenças marca o encerramento judicial de um episódio que repercutiu fortemente no DF e em outras regiões. As informações sobre as decisões judiciais foram apuradas pelo Correio, com base no andamento do júri.
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