- A jornalista Plum Sykes lançou uma página no Substack cobrando acesso por cerca de 65 libras esterlinas (cerca de R$ 438), mas não remunera colaboradores que auxiliam na newsletter.
- Estudantes que ajudam com redes sociais, produção de conteúdo e apoio editorial atuam sem pagamento.
- Pandora Sykes afirmou que não há espaço em 2026 para não pagar colaboradores, destacando impacto sobre jovens de baixa renda.
- Plum Sykes afirmou que o trabalho é de “vivência profissional”, com tarefas pontuais e sem carga horária fixa, e que pode mudar no futuro.
- Especialistas lembraram que a legislação trabalhista do Reino Unido prevê pagamento por trabalho produtivo, e estagiários não remunerados já enfrentaram críticas e ações judiciais no setor.
A jornalista Plum Sykes, ex-editora da Vogue americana, está envolvida em polêmica por contratar estagiários não remunerados em seu novo projeto. Ela cobra pelo acesso à sua newsletter e mantém uma base de assinantes na plataforma Substack.
Segundo o The Guardian, Sykes reúne mais de 20 mil seguidores, com parte pagando cerca de 65 libras mensais. Estudantes que auxiliam com redes sociais, produção de conteúdo e apoio editorial não recebem remuneração.
Pandora Sykes, jornalista, afirmou que não há espaço em 2026 para trabalho não pago de jovens, destacando impactos financeiros para quem vem de famílias de baixa renda. Plum Sykes respondeu que os jovens participam como parte de uma vivência profissional.
A autora justificou que as tarefas são pontuais, sem carga horária fixa, e que a experiência é acadêmica, com a expectativa de mudança futura. Especialistas ressaltaram que a legislação britânica exige pagamento quando há trabalho produtivo.
O debate coincide com o destaque do público sobre o remake de O Diabo Veste Prada, que chega aos cinemas em 30 de abril. O filme revisita a Runway, em meio à crise da mídia impressa e ao competitivo mundo da moda.
Contexto legal e repercussão
Profissionais da mídia lembram que o pagamento a estagiários é regra quando há serviço produtivo. Crimes trabalhistas envolvendo estagiários já foram objeto de ações no setor. A discussão envolve padrões da indústria e direitos dos estudantes.
Reações entre leitores e profissionais seguem em aberto, com entidades do setor observando o caso e a forma como plataformas de assinatura tratam a remuneração de colaboradores em projetos independentes.
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