- A plataforma Home4Her, criada por Cibele Mazzo, permite trocas de hospedagem entre mulheres, com o sistema de pontos “Her Miles” e trocas diretas; já reúne mais de dez mil usuárias em mais de vinte e cinco países.
- O cadastro é gratuito, mas há uma anuidade de cento e vinte euros por ano para trocas ilimitadas; o processo de entrada envolve sete etapas, incluindo verificação.
- As interações ocorrem pelo chat interno; a anfitriã define os termos da hospedagem, e animais de estimação são bem‑vindos como acompanhantes.
- Atualmente entram entre duzentos e trezentos cadastros por dia; a maioria das usuárias está no Brasil, com forte presença em Portugal, e a plataforma já se internacionaliza.
- O objetivo é ampliar o turismo global para mulheres, promovendo segurança e acolhimento, independentemente de idioma ou tradição.
A brasileira Cibele Mazzo, 38 anos, criou a plataforma Home4Her após vivenciar violência doméstica. A ideia é facilitar trocas de hospedagem entre mulheres, promovendo viagens mais seguras e acolhedoras. A iniciativa já reúne mais de 10 mil usuárias em 25 países.
A plataforma funciona como um programa de troca: a moradora disponibiliza um espaço, passa por verificação e pode interagir com outras integrantes. Existem opções de troca direta ou pelo sistema de pontos, chamado Her Miles, que varia conforme o imóvel.
A casa pode ser compartilhada com animais de estimação, que entram como acompanhantes, e a anfitriã define as regras. O cadastro é gratuito, com uma anuidade de 120 euros que dá direito a trocas ilimitadas por um ano. Este modelo busca reduzir inseguranças e oferecer suporte entre mulheres.
Como funciona a Home4Her
O funcionamento é baseado em verificação de perfil e um chat interno para combinar as trocas. A curadoria é destacada pela fundadora como essencial para manter segurança e acolhimento. Atualmente, são registradas entre 200 e 300 novas candidaturas diárias.
Cibele nasceu em Campinas, no interior de São Paulo, e já atuou em áreas como administração, direito, educação superior e empreendedorismo. A experiência de vida ligada à insegurança doméstica motivou a criação da plataforma, que nasceu durante uma residência na Bali, onde mora hoje.
A presença da Home4Her já ultrapassa fronteiras: a maior concentração de usuárias continua no Brasil, com participação expressiva em Portugal. A meta é ampliar o turismo seguro para mulheres em todo o mundo, independentemente de idioma ou cultura.
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