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Cartas de John Keats devolvidas ao dono após roubo nos anos 1980

Cartas originais de John Keats a Fanny Brawne, avaliadas em cerca de US$ 2 milhões, são devolvidas aos herdeiros de Whitney após furto nos anos oitenta

Portraits of poet John Keats and Fanny Brawne are displayed at his house on 22 July 2009 in London, England.
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  • Oito cartas originais escritas à mão pelo poeta romântico John Keats, dirigidas a Fanny Brawne, foram devolvidas aos herdeiros de John Hay Whitney, após terem sido roubadas na década de 1980.
  • As cartas, datadas entre 1819 e 1820, estavam em um portfólio encadernado a ouro, avaliadas em cerca de US$ 2 milhões, entre um conjunto de 37 documentos.
  • O material foi recuperado entre 17 livros raros reaparecidos em Manhattan, após tentativa de venda por um interlocutor não identificado que alegou ter herdado os itens do avô.
  • A apreensão ocorreu com apoio de a unidade de contrafação de antiguidades de Manhattan; a decisão de entregar os itens aos herdeiros ocorreu no início deste ano.
  • Além de Keats, o conjunto inclui cartas de Oscar Wilde, uma edição de Finnegans Wake de James Joyce e White Stains de Aleister Crowley; os valores totais chegam a quase US$ 3 milhões e os herdeiros pretendem leiloar, destinando o lucro.

Dois terços de um conjunto de cartas originais do poeta romântico John Keats foram devolvidas aos herdeiros de John Hay Whitney, ex-embaixador dos EUA no Reino Unido. As oito cartas escritas à musa Fanny Brawne, entre 1819 e 1820, estavam entre itens furtados na década de 1980 de uma propriedade em Long Island. O conjunto inclui a primeira carta já escrita por Keats para Brawne, e a coleção, avaliada em cerca de US$ 2 milhões, está reunida em um portfólio encadernado em couro dourado.

As cartas de Keats, destacadas pela crise de roubo, surgiram após uma série de eventos investigativos que levaram à recuperação de mais de 6.200 itens culturais. O que se sabe é que o portfólio foi localizado entre 17 raridades que reapareceram em Manhattan em janeiro de 2025 após uma tentativa de venda a dois comerciantes de livros raros. Os itens foram apreendidos com apoio de mandados de busca.

A recuperação e o marco legal

O caso envolveu a unidade de tráfico de antiguidades de Manhattan, chefiada por Matthew Bogdanos, ex-oficial do Corpo de Fuzileiros Navais. O promotor Alvin Bragg descreveu a importância de impedir o comércio ilegal de obras de arte e antiguidades. No início deste ano, um juiz da Suprema Corte de Nova York autorizou a entrega dos livros aos herdeiros de Whitney e de Betsey Whitney.

Entre os itens recuperados constam também uma cópia de Finnegans Wake, de James Joyce, de 1939, quatro cartas de Oscar Wilde escritas durante o encarce, e um exemplar de White Stains, de Aleister Crowley, de 1898. O conjunto completo, avaliado em quase US$ 3 milhões, será vendido, com o dinheiro revertido aos herdeiros.

Contexto e histórico do roubo

Não há muitos detalhes sobre a origem do furto, mas sabe-se que, entre 1982 e 1989, pelo menos 28 livros foram subtraídos da propriedade de Whitney, um colecionador conhecido por seu acervo de obras raras. Whitney serviu como embaixador entre 1957 e 1961 e também foi editor do New York Herald Tribune.

O caso destaca o trabalho da ATU de Manhattan na recuperação de obras roubadas. Bogdanos enfatizou que o mercado de itens ilícitos enfrenta maior escrutínio, com ações destinadas a coibir o tráfico de arte e antiguidades na cidade. A operação ressalta ainda o papel de denunciantes no processo de recuperação de peças culturais.

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