- Débora Pereira e Jeanne Lohro criaram o fondue neotropical em 2022, usando manteiga de garrafa, cachaça aromática, queijo canastra e cerveja para competir no Mundial de Fondue.
- Elas conquistaram a medalha de bronze na etapa brasileira do Mundial de Fondue, destacando-se frente a pratos tradicionais suíços.
- O movimento de fondues à brasileira foi ganhar estímulo, com queijeiros e cozinheiros sendo convidados a participar durante o festival brasileiro em São Paulo, em 15 de abril.
- Na etapa nacional de 2026, concorrentes apresentaram fondues com identidade local: Maria Lucilha de Faria (Serra da Canastra com queijo de Pernambuco e cachaça), Renato Lobato Simoni (Minas meia cura, cerveja Koala) e Gil Vidal (queijo brasileiro, manteiga de garrafa, pimenta de cheiro).
- A vencedora foi Raquel ChapChap, com um fondue à base de Morro Azul e cachaça de Santa Catarina; ela vai à França representar o Brasil na final internacional.
Conheça o fondue brasileiro que busca espaço no cenário internacional. Ingredientes típicos do Brasil aparecem em uma versão que visita o prato suíço tradicional. A iniciativa inclui uma dupla de cozinheiras e chega ao Mundial de Fondue com ambição de medalha.
A ideia nasceu em 2022, quando Débora Pereira, especialista em queijos, convidou a cozinheira Jeanne Lohro para formarem a dupla do Fondue Neotropical. A meta era criar um fondue com identidade brasileira capaz de competir em arenas internacionais.
Os experimentos iniciais enfrentaram dificuldades. A busca por texturas ideais levou à seleção de queijos mais curados, evitando excesso de caseína, e ao uso de cachaça aromática no lugar do kirsch. O resultado ganhou leveza, equilibrando gordura com itens locais.
Da inspiração à competição brasileira
Os criadores passaram a explorar a brasilidade como elemento de sabor, sem abandonar a tradição suíça. Em São Paulo, a etapa brasileira do Mundial de Fondue reuniu queijeiros e cozinheiros para apresentar receitas ao júri com o objetivo de ir à final na França.
Entre as participantes, a Serra da Canastra ficou representada pela queijeira Maria Lucilha de Faria. Ela reuniu queijos da região com produto do Vale do São Francisco, destacando a cachaça como identidade nacional. O uso de cerveja artesanal também foi explorado em algumas receitas.
Outro concorrente de Belo Horizonte apostou no queijo Minas meia cura. A bebida escolhida para acentuar o sabor foi uma cerveja sour de framboesa produzida em Minas Gerais. A região de Pernambuco ganhou presença com o uso de queijo artesanal de lá, aliado a manteiga de garrafa e pimenta de cheiro.
A competição também teve a participação de uma queijeira de Petrolina, no sertão pernambucano, cuja receita incorporou queijo brasileiro, cerveja de mel e temperos da terra, reforçando a ideia de um fondue com identidade local.
Vencedora e desdobramentos
A vencedora da etapa nacional em 2026 foi Raquel ChapChap, cozinheira por prazer com vínculo familiar suíço. O prato premiado releu o fondue moitié-moitié, destacando o queijo Morro Azul, já reconhecido no Brasil, e uma cachaça brasileira de Santa Catarina.
Com o título, Raquel agora se prepara para levar a receita à França, buscando manter o respeito à tradição e a inovação na execução. A vitória abre espaço para futuras speeadas de queijeiros e cozinheiros brasileiros no circuito internacional.
A proposta de fondue brasileiro continua ganhando tração, estimulando produtores locais e movimentos de queijeiros. A iniciativa visa consolidar o fondue à brasileira como opção viável no cenário mundial, sem perder a identidade nacional.
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