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Hans Ulrich Obrist revela o único artista que não o deixou entrar no estúdio

Hans Ulrich Obrist revela que Jasper Johns nunca permitiu visita ao estúdio, mesmo após várias tentativas, destacando a distância entre eles

Hans Ulrich Obrist.
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  • Hans Ulrich Obrist, curador, revelou que nunca conseguiu uma visita ao estúdio de Jasper Johns, que não recebe ninguém.
  • A notícia foi publicada em entrevista ao Wall Street Journal, em divulgação do memoir Life in Progress.
  • Obrist relatou outra experiência marcante com Sigmar Polke: esperou oito horas em frente à porta do estúdio até ele aparecer.
  • Johns, hoje com 95 anos, é conhecido pela obra Flag, de 1954–1955, e mantém o sigilo em relação a visitas.

Hans Ulrich Obrist, curador renomado, revelou em entrevista ao Wall Street Journal que Jasper Johns, um dos pintores mais privados da atualidade, recusou repetidas visitas ao seu estúdio. Obrist, diretor artístico das Serpentine Galleries, comenta o lançamento de Life in Progress, seu memoir, nos EUA.

Segundo Obrist, ele tentou diversas vezes entrar no ateliê de Johns, mas o artista não recebe visitas. A negativa permanece até hoje, conforme o relato do curator. Johns tem 95 anos e mantém uma postura reservada sobre o espaço de criação.

Em entrevistas anteriores, Obrist compartilhou outras experiências de campo. Ele relembra espera longa em frente a obras de Sigmar Polke, sem número de telefone. Aos 17 anos, ficou oito horas aguardando o artista chegar, e houve uma conversa sobre alquimia após o encontro.

A situação de Johns, descrita pelo curator, evidencia a persistência necessária para manter contatos no meio artístico. Obrist destaca que é normal ter projetos que não se realizam, mesmo para profissionais tão ativos quanto ele.

Relatos de visitas e abordagem de artistas

Entre as memórias de campo, o livro Life in Progress reúne episódios que mostram a busca por vínculos diretos com criadores. A trajetória de Obrist inclui viagens por várias regiões da Europa e além.

Essa prática de entrevistas e visitas marca a carreira do curador, que registra conversas com pintores, escultores e cineastas. O acervo de entrevistas ultrapassa milhares de horas e acompanha anotações manuscritas publicadas ao longo do tempo.

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