- Quatro policiais militares são acusados de homicídio qualificado na morte de Igor Santos, de 24 anos, ocorrida em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo.
- Imagens de câmeras corporais mostram Igor desarmado, com as mãos erguidas, rendido atrás de uma cama, sendo atingido por dois disparos.
- Dois cabos respondem presos pelo crime e serão julgados em julho; dois soldados, que também são acusados, respondem pelo mesmo crime na condição de colaboradores e ainda não têm data marcada para o júri.
- O julgamento será realizado no Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, em 28 de julho, às 10h30.
- A defesa argumenta legalidade da ação policial e sustenta que as imagens das câmeras são um recorte dos fatos, enquanto a acusação sustenta que houve execução após rendição.
O juiz determinou o encaminhamento a júri popular dos quatro policiais militares acusados de matar Igor Santos, de 24 anos, durante operação em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. O crime ocorreu em 10 de julho de 2025, em uma casa na comunidade, após rendição do jovem.
Dois PMs, cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, respondem pela morte de Igor por homicídio qualificado por torpeza e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. A decisão de pronúnia enviou-os ao Tribunal do Júri. Os dois aguardam julgamento em julho, ainda com a prisão mantida.
Os demais agentes, soldados Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus, respondem pelo mesmo delito na condição de colaboradores dos executores. O processo deles foi desmembrado, e ainda não há data marcada para o júri.
As imagens das câmeras corporais registraram a presença dos quatro policiais durante a operação da Rocam, do 16º BPM. Segundo o registro, Igor estava desarmado, com as mãos erguidas, e se rendia atrás de uma cama, quando foi atingido por disparos.
De acordo com o DHPP, a vítima foi surpreendida por uma invasão ao imóvel e, mesmo rendida, recebeu dois tiros no peito e no pescoço. Os outros dois dispararam, mas não atingiram ninguém adicional. A polícia afirmou que apreendeu armas, munições e drogas no local.
O julgamento está marcado para 28 de julho, às 10h30, no Plenário 13 do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste. O plenário é o espaço onde o Tribunal do Júri analisará as acusações de homicídio doloso contra os quatro PMs.
Além das acusações, o MP sustenta que os agentes agiram de forma impermissível, substituindo a atuação legal do Estado por uma ação de execução. A defesa dos réus sustenta a legalidade da atuação policial e contesta a leitura das imagens.
Os advogados de dois dos réus defenderam que as gravações representam apenas um recorte dos fatos e podem apresentar vieses. Os defensores dos outros dois policiais afirmaram que não houve irregularidades na atuação. As audiências seguirão com as manifestações previstas.
Igor Santos deixa uma filha de cinco anos. A família e (assistentes da acusação) aguardam o desfecho do júri para esclarecer responsabilidades pelos acontecimentos em Paraisópolis.
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