- A promotora do distrito de Manhattan anunciou a devolução de 17 livros raros aos herdeiros de John Hay e Betsey Cushing Whitney, recuperados de um roubo na década de 1980.
- Os volumes incluem obras de John Keats, Oscar Wilde, James Joyce e dos Irmãos Grimm, avaliados conjuntamente em quase 3 milhões de dólares.
- Entre os itens está uma coletânea de 37 cartas de amor de Keats para Fanny Brawne, com oito cartas originais à mão inseridas na montagem, avaliada em cerca de 2 milhões de dólares.
- Os livros foram furtados entre 1982 e 1989, quando a família percebeu as perdas; em 2015 houve uma tentativa de venda de 17 volumes a dois livreiros de Manhattan, que acionaram as autoridades.
- A investigação sobre as 11 obras remanescentes está a cargo da Unidade de Tráfego de Antiguidades do Escritório do Procurador de Manhattan.
A Promotoria de Manhattan, chefiada pelo Procurador Alvin Bragg, anunciou a devolução de 17 livros raros aos herdeiros de John Hay Whitney e Betsey Cushing Whitney. Os volumes tinham sido furtados da casa do casal em Long Island durante os anos 1980.
Entre as obras recuperadas estão títulos de John Keats, Oscar Wilde, James Joyce e os Irmãos Grimm. A coleção inclui ainda um conjunto de 37 cartas de amor do poeta Keats à noiva Fanny Brawne, com oito cartas originais escritas à mão, avaliadas em milhões de dólares.
John Whitney, falecido em 1982, teve atuação como editor do New York Herald Tribune, presidente do MoMA e embaixador no Reino Unido. Betsey Whitney, falecida em 1998, criou a Greentree Foundation. Grande parte da coleção foi doada a museus, como MoMA, National Gallery of Art e Yale University Art Gallery.
Itens recuperados e valores
Entre as peças, consta o Household Stories of Grimm (1882) com 12 desenhos originais de Walter Crane, estimado em cerca de 10 mil dólares. Também há uma edição autografada de Finnegans Wake, de James Joyce, avaliada em 6 mil dólares. O conjunto das cartas de Keats está estimado em 2 milhões de dólares.
O conjunto total recuperado chega a quase 3 milhões de dólares. A investigação sobre as 11 volumes que permanecem desaparecidos está a cargo da Antiquities Trafficking Unit da Procuradoria de Manhattan.
Próximos desdobramentos
Em 2015, um suspeito não identificado tentou vender os 17 volumes a dois antiquários de Manhattan, que alertaram as autoridades ao ver a listagem no Art Loss Register. As buscas com mandados foram realizadas em 2025 e 2026, resultando na recuperação de 17 itens. A polícia continua a apurar a localização das obras remanescentes.
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