- Em São Paulo, até abril de dois mil e vinte e seis houve média de 109.836 roubos e furtos, cerca de 40 por hora ou 960 por dia, segundo a SSP.
- Parte dos crimes, principalmente envolvendo celulares, é publicada pelos suspeitos nas redes, que viram uma “vitrines” dos delitos.
- Vídeos chegam a 100 mil visualizações e mostram o modus operandi: um envolvido grava enquanto o outro, geralmente em bicicleta, pratica o ataque; há também registros de “quebra-vidros” para pegar objetos.
- As mensagens nas postagens incluem frases de intimidação, como “Terror da madrugada é nós, seus modinha” e “Moscou, nós levou”.
- A SSP informou que, até o momento, não localizou boletins de ocorrência ligados aos perfis citados e pediu que denúncias sejam feitas às autoridades; a Meta afirmou que não permite conteúdos que promovam atividades criminosas.
O estado de São Paulo registrou, até abril de 2026, uma média de 109.836 roubos e furtos, o que equivale a cerca de 40 ocorrências por hora ou 960 por dia. O levantamento é da SSP (Secretaria de Segurança Pública) e foi atualizado nesta segunda-feira.
Parte desses crimes, especialmente os relacionados a celulares, vem sendo exibida nas redes sociais pelos próprios suspeitos. As plataformas digitais aparecem como vitrines de crimes, onde celulares e joias viraram troféus exibidos por quem comete as ações.
A Itatiaia, em parceria com a CNN Brasil, identificou perfis que promovem conteúdos associados à ostentação do crime. Entre os vídeos, há cenas de roubos e furtos de celulares e correntes com visualizações que chegam a 100 mil.
Os registros indicam um modo operandi comum: várias vezes, um dos envolvidos grava o ataque enquanto outro, com frequência em bicicleta, realiza a ação. Em algumas publicações também aparecem chamados “quebra-vidros”, que quebram vidros de veículos para roubar objetos.
As mensagens associadas aos vídeos costumam reforçar a autoria dos crimes, com expressões de exaltação ao ato. Nos conteúdos, há menções que procuram criar um clima de tudo pode acontecer nas madrugadas.
A SSP informou que, até o momento, não há boletins de ocorrência vinculados diretamente aos perfis citados. A instituição reforçou a importância de denúncias formais para subsidiar investigações e responsabilizar envolvidos.
A Secretaria orienta a população a registrar contatos com as autoridades por meio das unidades policiais ou da Delegacia Eletrônica. Também é possível fazer denúncias de forma anônima pelo Disque 181.
A Meta, responsável por Facebook e Instagram, afirmou que não permite o uso de seus serviços para promover atividades criminosas. A empresa enfatizou que remove conteúdos que violam suas políticas e incentiva denúncias.
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