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Casos de violência contra mulheres indígenas no Brasil ganham destaque

Entre dois mil quatorze e dois mil e vinte e três, os registros de violência sexual contra mulheres indígenas aumentaram 297%

Manas do Marajó - entre a realidade e o estigma: Mulheres de Breves, no Marajó, relatam os desafios que enfrentam, o orgulho de serem marajoaras e sobre como lidam com o estigma de abuso sexual contra crianças.
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  • O ditado “pega no laço” funciona como mito que, desde a colonização, explica relacionamentos forçados entre mulheres indígenas, com variações regionais.
  • Especialistas dizem que esse mito precisa ser visto de forma crítica, considerando diferentes relatos e contextos históricos da população indígena.
  • Um estudo de genoma publicado na revista Science aponta que a herança paterna brasileira é predominantemente europeia, enquanto a materna é majoritariamente africana e indígena, reforçando padrões históricos de violência contra mulheres negras e indígenas.
  • Dados recentes mostram que os registros de violência sexual contra mulheres indígenas cresceram 297% entre 2014 e 2023, versus 188% para brasileiras em geral.
  • Ativistas ressaltam a importância de ampliar as narrativas sobre essas violências e enfrentar o legado histórico com novas vozes e perspectivas.

O termo Pega no laço é um mito que ilustra como mulheres indígenas foram submetidas a relacionamentos forçados ao longo dos séculos. A expressão é comum em relatos de famílias com ancestralidade indígena e no imaginário brasileiro sobre a colonização.

Especialistas destacam que esse mito pertence ao que se entende como origem nacional, refletindo construções históricas sobre a identidade do Brasil. Em distintas regiões, surgem variações da narrativa, com detalhes locais sobre como teria ocorrido o laço.

Pesquisadores apontam que o mito carrega marcas da violência histórica contra povos indígenas e negras. Estudos sobre o genoma nacional indicam heranças diferentes entre as linhas paterna e materna, associadas a origens europeias, africanas e indígenas.

Mito, identidade e ciência

Mirna Kambeba Omágua Yetê Anaquiri afirma que a expressão sintetiza uma parte da colonização recorrente no país, amplificando a discussão sobre a identidade brasileira. Suelen Siqueira Julio destaca a necessidade de tratar o tema de forma crítica e plural.

Recentemente, pesquisas indicam que registros de violência sexual contra mulheres indígenas cresceram 297% entre 2014 e 2023, frente a 188% para o conjunto de mulheres no Brasil. O dado aponta para a persistência de violência histórica e atual.

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