- Um idoso argentino de 67 anos foi preso em Copacabana, Zona Sul do Rio, na segunda-feira, 20 de abril de 2026, após agredir com injúria racial em um mercado na rua Siqueira Campos.
- A vítima foi uma mulher de 23 anos; a discussão começou por reclamações sobre a demora no atendimento.
- Outro argentino presente acionou guardas municipais; o suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a 12ª DP (Copacabana); a identidade de ambos não foi divulgada.
- O crime de injúria racial tem pena prevista de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
- O texto também menciona um caso anterior de racismo envolvendo a advogada argentina Agostina Páez em Ipanema, com julgamento em curso e autorização de retorno à Argentina mediante caução de cerca de R$ 97 mil.
Um idoso argentino, de 67 anos, foi preso em Copacabana, na Zona Sul do Rio, na segunda-feira, 20. O homem foi detido após injúria racial em um mercado na rua Siqueira Campos. A abordagem ocorreu após outro cliente chamar as guardas municipais.
Conforme a vítima, ele reclamava da demora no atendimento e começou a discutir com uma jovem de 23 anos, proferindo insultos raciais. Um segundo argentino que estava no local acionou a equipe de patrulha da região.
O suspeito foi preso em flagrante e levado à 12ª DP (Copacabana). Ele permanece preso. O crime de injúria racial tem pena prevista de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.
A identidade do acusado e da vítima não foi divulgada pela polícia. O caso segue sob apuração e avaliação de eventual medidas adicionais.
Este mês, outro caso de racismo ganhou repercussão no Rio de Janeiro. Em 14 de janeiro, a advogada argentina Agostina Páez se envolveu em uma discussão com o gerente de um bar em Ipanema.
A discussão teve como motivação um suposto erro no pagamento da conta e resultou em ofensas raciais contra Páez. O episódio foi registrado em vídeo que circulou nas redes.
Conforme o processo, Páez foi alvo de ofensas verbais, e o funcionário gravou o momento. Ao deixar o bar, ela foi vista imitando sons de macaco na rua, segundo imagens divulgadas.
O julgamento de Páez teve início em 24 de março. O Ministério Público e a defesa chegaram a acordo sobre eventual cumprimento da pena na Argentina, caso confirmada a condenação.
Páez chegou a ficar presa por algumas horas em fevereiro, mas foi liberada. Posteriormente, passou por medidas cautelares como retenção de passaporte e uso de tornozeleira, além de proibição de deixar o país.
No fim de março, o Tribunal de Justiça do Rio autorizou a viagem de Páez à Argentina mediante caução de cerca de 60 salários mínimos. O relator destacou que a ré é primária e colaborou com o andamento do processo.
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