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Marcelinho Carioca acusa advogada de golpe por apropriação de R$ 479 mil

Marcelinho Carioca acusa advogada de apropriação de R$ 479 mil; defesa nega, aponta extorsão e adulteração de contrato de honorários

O ex-jogador Marcelinho Carioca
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  • Marcelinho Carioca afirma que houve apropriação de cerca de R$ 479 mil no processo de falência das Fazendas Boi Gordo, com o saque feito sem autorização e o dinheiro depositado em 30 de janeiro de 2025 em uma conta ligada à advogada Fernanda Fenerichi; o montante teria sido liberado em 28 de janeiro do ano anterior.
  • O ex-jogador registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo em fevereiro de 2026, dizendo não ter sido notificado e que não houve prestação de contas após o saque.
  • A defesa de Fernanda Fenerichi nega a apropriação indevida e acusa Marcelinho de extorsão e de adulteração de contrato de prestação de serviços advocatícios.
  • O escritório afirma que os valores devidos pelo processo de falência foram depositados sem identificação vinculável ao jogador e que não houve notificação sobre a destituição da defesa; alega ter consignado o pagamento em juízo quando não houve acordo.
  • Fernanda diz que houve tentativa de extorsão, acusa o ex-jogador de adulterar o contrato para retirar página que previa honorários de êxito e afirma ter registrado boletim de ocorrência por calúnia, planejando ações por danos morais e materiais.

Marcelinho Carioca acionou a Polícia Civil de São Paulo, nesta sexta-feira, para denunciar apropriação indébita de cerca de R$ 479 mil. O ex-jogador afirma que o dinheiro, relativo a um processo de falência, foi sacado sem autorização pela advogada que o representava.

Segundo ele, a quantia foi liberada por alvará em janeiro de 2025, mas ele não teria sido notificado. Ele aponta que o montante ficou sob responsabilidade da advogada até então. A denúncia foi registrada em fevereiro de 2026.

Marcelinho descreve que o processo envolvia as Fazendas Boi Gordo, credor na ação. Ele argumenta que não houve prestação de contas e que, após o saque, não conseguiu manter contato com os responsáveis. Alega ter buscado reparo na OAB.

Outro lado: advogada nega as alegações e acusa Marcelinho de extorsão e adulteração de contrato de prestação de serviços advocatícios

O escritório Fenerichi Associados, de Fernanda Fenerichi, rebate as acusações. A defesa sustenta que os valores devidos foram depositados sem identificação vinculando o montante ao ex-jogador. Afirma ainda que não houve notificação sobre a destituição da defesa.

A advogada aponta que, ao tomar conhecimento dos depósitos, entrou em contato com os advogados que representam Marcelinho. Segundo a defesa, houve tentativa de acordos que teriam inclusive pedido de renúncia de honorários.

Fernanda afirma que o depósito foi feito sem identificação e que, assim, não havia como vincular os valores ao cliente. Afirmou ter ingressado com ação de consignação de pagamento para deixar o dinheiro à disposição de Marcelinho.

A defesa também acusa o ex-jogador de adulterar o contrato de honorários, removendo a cláusula de êxito de 15%. Alega que a supressão do trecho configura possíveis crimes e litigância de má-fé. Para Fernanda, houve tentativa de extorsão por parte da defesa de Marcelinho.

A advogada comunicou à polícia ter registrado boletim de ocorrência por calúnia, em março, e disse que adotará medidas judiciais, incluindo ação indenizatória por danos morais e materiais.

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