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Oscar analisa regras para impedir IA de Val Kilmer de concorrer

Academia avalia regras para impedir que atuações geradas por IA concorram ao Oscar, após uso de IA na atuação de Val Kilmer em As Deep as the Grave

O ator Val Kilmer (1959-2025) teve sua imagem recriada por IA para o filme As Deep as the Grave
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  • Os organizadores do Oscar avaliam mudanças nas regras para impedir que atuações geradas por inteligência artificial concorram ou ganhem o prêmio.
  • A discussão vem à tona após a produção de “As Deep as the Grave”, protagonizada por Val Kilmer, que faleceu em 2025.
  • Kilmer teve a atuação criada com IA a partir de material de arquivo, com o espólio e a filha autorizando o uso; o filme ainda não tem data de lançamento.
  • O SAG-AFTRA estabelece regras mais rígidas: performances inteiramente geradas por IA são desqualificáveis; trabalhos com IA ainda podem ser elegíveis se houver consentimento do intérprete.
  • A Variety aponta que o tema continua em debate na Academia, que já declarou que ferramentas de IA não afetam sozinhas as chances de indicação, mas o grau de participação humana é considerado.

Os organizadores do Oscar estudam alterar as regras da premiação para impedir que atuações geradas por IA concorrerem ou ganharem. A proposta, segundo reportagem da Variety, está em avaliação pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A produção As Deep as the Grave é citada como exemplo. O filme seria protagonizado pelo ator Val Kilmer, falecido em 2025, cuja imagem foi usada com a autorização de sua família. O espólio de Kilmer, com a filha Mercedes Kilmer, participou do processo criativo.

O roteiro foi mantido pelo cineasta Coerte Voorhees, que não substituiu o ator diante de sua indisponibilidade. Com a cooperação do espólio e de Kilmer, Voorhees criou a atuação por meio de IA generativa, usando material de arquivo e ferramentas digitais.

Segundo a Variety, Kilmer foi a escolha inicial para o papel antes de sua morte. O filme ainda não tem data de estreia, mas já levanta debates sobre o uso de IA para reproduzir performances de atores.

A academia já afirmou, em comunicado citado pela Variety, que ferramentas de IA não facilitam nem dificultam a indicação, cabendo aos votantes considerar o grau de participação humana na autoria criativa.

O SAG-AFTRA mantém posição mais rígida: performances inteiramente geradas por IA são desclassificadas. Trabalhos enriquecidos por IA podem ser elegíveis apenas com consentimento do intérprete, conforme acordos sindicais.

A reportagem aponta que, no caso de As Deep as the Grave, o consentimento foi obtido pelo espólio de Kilmer, mas a atuação pode ser categorizada como totalmente gerada, o que a tornaria não elegível aos Actor Awards.

Ao final, a Variety levanta a dúvida sobre como a recepção do público poderá influenciar futuras decisões, caso a atuação de Kilmer seja bem recebida, ou se o conteúdo artificial suscitar críticas.

Caso novas diretrizes entrem em vigor, a indústria precisará ajustar critérios de indicação para evitar ambiguidades entre performances humanas e criações com IA, mantendo o rigor editorial e técnico do prêmio.

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